Em Paris, Amorim reitera preocupação com aumento do protecionismo

Paris, 24 jun (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje em Paris que não se deve flexibilizar as normas de trabalho para facilitar a recuperação econômica e reiterou sua preocupação com o aumento do protecionismo.

EFE |

"Não queremos que acusações infundadas possam servir como pretexto para ações protecionistas", declarou o chanceler em uma conferência realizada em Paris, que coincidiu com a reunião ministerial da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) na capital francesa.

Na reunião, Amorim disse que tentará consolidar o "processo de cooperação reforçada" entre os países emergentes e os membros da OCDE.

O chanceler destacou que o Brasil é "um país grande, com grandes problemas, mas indispensável caso se pense em termos de comércio".

Como membro-chave da Organização Mundial do Comércio (OMC), ao fazer parte do chamado Grupo dos Quatro (G4), que integra junto a Estados Unidos, a União Europeia (UE) e a Índia, Amorim defendeu "um diálogo forte" com os países menos desenvolvidos nas negociações dentro da instituição.

Por outro lado, o chefe da diplomacia brasileira indicou que "a América Latina, concretamente a América do Sul, vive um processo de aprofundamento da democracia", embora cada país em ritmos diferentes.

"A América Latina vivia um sonho, algumas vezes vigiado pelos militares e pelas potências estrangeiras, mas agora está em processo de mudança profunda", declarou.

Amorim disse que para que haja uma integração da América Latina primeiro é preciso começar com uma da América do Sul para criar uma base a partir da qual traçar os vínculos com o resto das regiões.

EFE inmg/rr

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