Em nova tentativa para resolver impasse, EUA enviam emissário a Honduras

TEGUCIGALPA - O subsecretário de Estado adjunto para o Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos, Craig Kelly, chegou nesta terça-feira a Honduras em uma nova visita relacionada à crise política que o país centro-americano atravessa desde a derrubada de Manuel Zelaya, em 28 de junho.

EFE |

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, confirmou a visita de Kelly e anunciou que tem "uma reunião com ele amanhã (quarta-feira, dia 6)" na Casa Presidencial, sem detalhar, porém, os assuntos que serão abordados.

O diplomata americano deve se reunir nesta terça-feira com o presidente eleito de Honduras, Porfirio Lobo, e visitar Zelaya na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está abrigado desde 21 de setembro.

É a quarta visita do diplomata americano a Honduras desde o fim de outubro passado, todas relacionadas à crise política local.

Em suas duas últimas visitas, Kelly esteve em Tegucigalpa para impulsionar o cumprimento do acordo assinado pelas delegações de Micheletti e Zelaya.

Segundo Lobo, a comunidade internacional pede o cumprimento total do acordo, o que inclui a integração de um governo de reconciliação nacional e da Comissão da Verdade, além da anistia política, embora esta tenha sido excluída durante as negociações.

Zelaya deu por fracassado o pacto em 6 de novembro, depois que Micheletti anunciou a formação do governo de unidade sem a presença do líder deposto, cuja restituição foi rejeitada pelo Congresso Nacional em 2 de dezembro.

As diferenças surgiram quando ambos se consideraram como líderes legítimos para presidir o gabinete de unidade, que não foi instalado apesar de o acordo ter estabelecido como prazo o dia 5 de novembro.

O Congresso tem pendente discutir nos próximos dias a anistia política, apesar de esta não fazer parte do acordo.

O presidente eleito reconhece que o documento estabelece que a seu governo, que assumirá no dia 27 de janeiro, corresponderá integrar a Comissão da Verdade no primeiro semestre do ano, mas assinala que as bases devem ser firmadas desde agora.

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