Em Nazaré, papa defende família e casamento heterossexual

Por Philip Pullella e Ari Rabinovitch NAZARÉ, Israel (Reuters) - O papa Bento 16 fez na quinta-feira, na cidade onde Jesus passou a infância, um discurso à maior multidão que encontrou na sua atual viagem ao Oriente Médio, e disse que os governos têm o dever de defender o casamento heterossexual tradicional e os valores familiares.

Reuters |

No penúltimo dia da visita, o papa deixou de lado as questões políticas, como o conflito israelo-palestino, e manifestou preocupação com aquilo que a Igreja vê como uma deterioração da família no mundo todo.

Mais de 50 mil pessoas assistiram à missa campal na região da Galileia, reduto da minoria árabe de Israel. A cerimônia foi celebrada em árabe, inglês e latim, no local conhecido como Monte Precipício, onde segundo a Bíblia uma multidão teria tentando atirar Jesus de um penhasco.

Ali, Bento 16 falou da "santidade da família, que no plano de Deus se baseia na fidelidade por toda a vida de um homem e uma mulher, consagrados pelos laços do matrimônio e aceitando o dom divino da nova vida".

"Como os homens e mulheres do nosso tempo precisam se reapropriar dessa verdade fundamental, que está nos alicerces da sociedade, e como é importante o testemunho de casais casados para a formação de consciências sãs e para a construção da civilização do amor!", disse o papa.

O pontífice também citou "o dever do Estado de apoiar as famílias em sua missão de educação, de proteger a instituição da família e seus direitos inerentes e de garantir que todas as famílias possam viver e florescer em condições de dignidade".

Falando em um grande palco branco, o papa disse também que a família deve retomar seu papel de base para "uma sociedade bem-ordenada e receptiva".

A população na região de Nazaré é 35 por cento cristã, um dos índices mais expressivos de Israel. Cerca de 1,5 milhão de israelenses, ou cerca de um quinto da população, são árabes, e entre eles 10 por cento são cristãos.

O papa alemão, que tem sido criticado por rabinos e políticos de Israel por uma suposta frieza ao falar do Holocausto, deve se encontrar com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em Nazaré.

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