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Em Montevidéu, Fórum de São Paulo chama EUA de imperialista e belicista

Com um balanço político sobre a situação da América Latina, acontece neste sábado em Montevidéu o Fórum de São Paulo, que não poupou críticas ao imperialismo e à política preventiva, militarista e belicista dos Estados Unidos.

AFP |

Durante o Fórum, que reúne dirigentes de esquerda de toda a América Latina e do Caribe, discutiu-se a respeito da situação da Colômbia - acusando o governo de Alvaro Uribe de "fascista" - e da Bolívia - sobre a qual denunciaram "ataques desestabilizadores" contra o presidente Evo Morales, em meio a duras críticas contra Washington, acusado de interferir na conjuntura interna dos dois países.

José Reinaldo Carvalho, do Partido Comunista do Brasil, denunciou a "política militarista e belicista" de Washington, cujo "objetivo é impor pela força a hegemonia do imperialismo americano em todo o mundo".

Além disso, denunciou "o aumento da presença militar americana na região", sua política de "intimidar Cuba", de "intimidar a Venezuela" e de "manter o regime reacionário e fascista de Uribe na Colômbia".

Para Carvalho, Washington "está sofrendo derrotas", como no Iraque, e com o surgimento de "forças revolucionárias e progressistas".

"Pouco a pouco, a correlação de forças no mundo está mudando, sobretudo com o surgimento da China como potência", afirmou.

Por sua vez, a senadora colombiana Gloria Inés Ramírez, do partido opositor Pólo Democrático Alternativo da Colômbia, denunciou a "intervenção" dos Estados Unidos em seu país, assim como o "antichavismo" e a "intervenção no Equador" por parte do governo colombiano, quando este ordenou uma operação militar no dia 1º de março em território equatoriano que terminou com a morte de 20 pessoas, entre elas o número dois das Farc, Raúl Reyes.

A senadora acusou Uribe de agir em conluio com os paramilitares.

Ramírez falou ainda sobre o que chamou de "ilegitimidade" do Estado colombiano e da "polarização" entre "os conceitos de guerra e paz" que afeta seu país, ao mesmo tempo em que pediu um acordo humanitário para a libertação dos reféns que ainda estão em poder das Farc, para o qual "necessitamos de acompanhamento internacional".

yow/ap

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