Em Milão, Armani ousa ao acrescentar toque étnico ao seu estilo clássico

Roma, 23 jun (EFE).- O estilista italiano Giorgio Armani apresentou hoje, na semana de moda masculina de Milão, em que estão sendo apresentadas as tendências para a temporada Primavera-Verão 2009, uma coleção na qual quebrou sua elegância clássica com toques étnicos, levando à passarela um homem mais descontraído e informal.

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Armani surpreendeu Milão ao brincar com cores e tecidos, e ao introduzir em seu desfile detalhes do Oriente, como pashminas, camisas de gola padre e calças jodhpur de montar.

A nova coleção da Armani rompe com um de seus clássicos, o terno, que deixa de estar ser composto por paletó e calça da mesma cor e dá espaço para misturas de estilos e tecidos.

Na passarela de Milão, a grife desfilou paletós de corte clássico, coletes que lembram quimono e calças folgadas de seda ou shantung, em puro estilo hindu. Além disso, trocou os tradicionais cintos de couro afivelados por lenços e gravatas amarrados na altura da cintura.

As blusas sociais também mudaram: ganharam gola padre e bastante comprimento. Já a cartela de cores aumentou, com a incorporação de laranjas, fúcsias e malvas ao cinza característico da marca.

Outra aposta da Armani foram os agasalhos e blusas de seda em tons claros e as pashminas, mantas originárias da Índia.

Por sua vez, a D&G, linha jovem de Domenico Dolce e Stefano Gabbana, pintaram sua coleção de branco e de várias tonalidades de azul.

O anil cruzou a passarela da capital da moda italiana em elegantes ternos de seda, ao passo que as listas brancas e o azul marinho apareceram em blusas e bermudões com motivos "navy".

Nesta temporada, a D&G também deixou de lado as calças com rasgos e de cintura baixa, apostando forte na imagem de "bom moço", composta por ternos elegantes, jérseis sobre os ombros e clássicas "guayaberas", camisas de botão plissadas, típicas do Caribe.

O estilo informal e descontraído também marcou o desfile das grifes Ermenegildo Zegna e Fendi.

A primeira delas apresentou uma coleção de tecidos claros e naturais, com calças jodhpur e outras peças de inspiração hindu.

Já a Fendi ousou com jaquetas de gaze transparente combinadas com blusas e camisas da mesma cor, calças do tipo pescador e vários acessórios, de bolsas dos mais variados estilos a coletes de pele.

Inspirada nas tribus urbanas e em elementos da cultura negra, como o hip-hop, o rap e o break, a Dsquared levou bonés, correntes e anéis à passarela de Milão.

O look que mistura fraque com shorts, tênis, correntes de ouro e boné foi um dos destaques do desfile. EFE ccg/sc

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