DUBAI (Reuters) - Osama bin Laden pediu o fim da dependência do dólar norte-americano como uma das soluções para a crise financeira e culpou os países desenvolvidos pelas mudanças climáticas, em fita de áudio que supostamente seria do líder da Al Qaeda. A autenticidade da fita, que foi ao ar nesta sexta-feira e é a segunda de Bin Laden a ser transmitida pelo canal satélite árabe Al Jazeera nesta semana, não pôde ser imediatamente confirmada.

"É necessário que evitemos fazer negócios em dólar, e eliminá-lo o mais rápido possível", dizia Bin Laden na curta gravação.

Nascido na Arábia Saudita, Bin Laden nunca foi encontrado e acredita-se que ele está escondido nas áreas de fronteira montanhosas do Afeganistão com o Paquistão. Sabe-se que ele sofre com problemas de saúde.

Soldados norte-americanos e milícias afegãs lançaram uma operação de larga escala nas montanhas de Tora Bora em 2001, após os ataques de 11 de setembro aos Estados Unidos em busca de Bin Laden, que estaria supostamente escondido na região com depois que o governo do Taliban foi tirado do poder no Afeganistão.

Em fragmentos da fita de sexta-feira, com duração de três minutos, Bin Laden culpou os países ocidentais pelas mudanças climáticas.

"Discussões sobre mudanças climáticas não são um luxo ideológico mas uma realidade", disse ele. "Todos os países industrializados, especialmente os grandes, têm responsabilidade pela crise de aquecimento global."

Ele acrescentou que, enquanto nações ricas haviam concordado com o Protocolo de Kyoto que os obrigava a ter metas de emissões, o ex-presidente dos EUA George W. Bush havia rejeitado posteriormente tais limitações.

Em uma fita separada do começo da semana que foi ao ar na Al Jazeera, também supostamente de Bin Laden, ele assumiu responsabilidade pelo atentado à bomba frustrado do dia 25 de dezembro em um avião com destino aos EUA, e prometeu que continuaria ataques aos Estados Unidos.

Naquela mensagem, endereçada "de Osama para Obama", Bin Laden disse que a tentativa de explodir o avião que se aproximava de Detroit era uma continuação da política da Al Qaeda desde o ataque de 11 de setembro de 2001.

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