Em meio a tensão, gregos vão às urnas para eleições locais

Decepcionados com economia do país, gregos darão voto que refletirá apoio a cortes pretendidos por premiê George Papandreou

iG São Paulo |

Decepcionados com a situação econômica do país, os gregos foram às urnas nas eleições locais neste domingo, em um pleito que pode desencadear uma votação nacional caso os cidadãos não deem ao governo apoio para os planos de austeridade que buscam acabar com a crise de dívida na Europa. 

O premiê George Papandreou disse que dissolverá o Parlamento, cerca de um ano após chegar ao poder, caso não consiga um mandato para pôr em prática os cortes orçamentários e reformas acertadas em maio sob um socorro financeiro de US$ 110 bilhões. A ajuda foi disponibilizada pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para salvar a Grécia da bancarrota.

AFP
Premiê George Papandreou votou em um subúrbio no norte de Atenas, neste domingo
"Não estou colado no meu cargo. Estou interessado somente em lutar por meu país. Está nas mãos dos cidadãos decidirem em quem confiam para governar a nação", disse Papandreou ao jornal Ethnos. "Os cidadãos vão decidir na eleição de hoje se continuaremos no caminho da salvação ou se voltaremos para a decadência e falência da Grécia."

Votação

Nos postos de votação em torno de Atenas, muitos eleitores disseram que estão irritados com a ameaça de uma outra eleição, caso escolham ou não um candidato apoiado pelo PASOK, partido socialista de Papandreou.

"Vou votar contra o governo apesar de ter votado no PASOK no ano passado. Não me importo se isso significa novas eleições em breve. Isso é chantagem que foi direcionada principalmente aos eleitores do PASOK", disse o advogado Christos Nikoltsopoulos.

Outros afirmaram que querem que o governo mantenha as reformas. "Votei no PASOK no ano passado e farei o mesmo agora porque quero que continuem com as reformas. Não quero eleições logo mais. Eles estão reduzindo nossas pensões e têm de economizar dinheiro para promoverem novas eleições?", questionou Poppi Yiota, que recebe pensão do governo.

Papandreou tem dito que vai basear sua decisão amplamente em como seus candidatos se sairão no primeiro turno da eleição em 13 regiões. Ele não definiu um limite para o apoio que deseja, deixando uma grande margem de manobra para decidir se pedirá antecipar a eleição. A previsão é de que ele faça um pronunciamento no fim de domingo.

As eleições acontecem dias depois de bombas terem explodido nas Embaixadas da Suíça e da Rússia em Atenas, e vários outros pacotes suspeitos terem sido destruídos, na terça e na quarta-feira. Os episódios deixaram a Grécia em alerta desde então.

*Com Reuters

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