Em meio a protestos, Grécia enfrenta greve geral

Depois de quatro dias de confrontos entre manifestantes e policiais em várias cidades da Grécia, o país vive mais um dia de tensão nesta quarta-feira por causa de uma greve geral convocada por sindicatos de servidores públicos.

BBC Brasil |

Cerca de 5 mil grevistas realizaram uma marcha no centro de Atenas e realizaram protestos em frente ao Parlamento do país.

A paralisação por melhores salários e pensões estava convocada há algumas semanas, mas os sindicatos rejeitaram um apelo de cancelamento feito pelo primeiro-ministro Costas Karamanlis, diante do ocorrido nos últimos dias.

Os confrontos recentes começaram depois que o adolescente Alexandros Grigoropoulos, de 15 anos, foi morto por um policial, no sábado, em Atenas.


Gregos visitam o túmulo de jovem morto pela polícia

Crise política

Na terça-feira, após o funeral de Grigoropoulos, centenas de jovens manifestantes se uniram a um protesto pacífico na capital e começaram a jogar pedras e garrafas contra as fileiras da polícia de choque. A polícia respondeu com bombas de gás lacrimogêneo.


Grego protesta contra a polícia nesta terça-feira / AP

Desde o sábado, a onda de protestos deixou centenas de prédios depredados e dezenas de pessoas feridas. Os vôos saindo ou chegando a Atenas foram cancelados, e o transporte público foi gravemente afetado.

Também houve protestos violentos em Rodes, Creta, Pireu, Corfu e Salônica.

Os protestos provocados pela morte do jovem levaram a oposição a pedir a antecipação das eleições, dizendo que o governo perdeu a confiança da população e não conseguiu lidar com a crise.

Segundo o correspondente da BBC em Atenas, Malcolm Brabant, esta quarta-feira será o teste decisivo para o governo. Se a greve transcorrer pacificamente o governo de Karamanlis pode sobreviver.


Ponto do ônibus é incendiado no centro de Atenas / AP

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