Em meio a eleições, ataque da guerrilha maoísta mata 6 na Índia

Nova Délhi, 16 abr (EFE).- Pelo menos seis membros das forças de segurança indianas morreram hoje na explosão de uma bomba da guerrilha maoísta, que também atacou vários postos de votação em diferentes pontos do país no primeiro dia de eleições legislativas.

EFE |

Uma bomba explodiu na passagem de um ônibus em que viajavam membros das forças de controle de fronteiras, que se dirigiam a um colégio eleitoral para se unir ao grande aparato de segurança montado para a primeira fase das eleições indianas no estado de Jharkhand, no norte do país.

O subcomissário da Polícia do distrito de Latehar, Sarvendu Thagat, citado pela imprensa local, explicou que depois da explosão se desencadeou um tiroteio.

O enfrentamento deixou seis mortos, segundo disse Thagat à agência de notícias "Ians", número que a "PTI" elevou a sete, cinco deles agentes.

O ataque ocorreu às 7h30 (23h de quarta em Brasília), cerca de meia hora depois que os colégios eleitorais em 17 estados e territórios do país foram abertos.

No estado central de Chhattisgarh, grupos rebeldes maoístas abriram fogo contra seis colégios eleitorais da conflituosa região de Bastar.

Vários insurgentes atacaram também um colégio eleitoral e incendiaram máquinas de voto eletrônico e um veículo na região oriental de Orissa, onde acontece também pleito para o Legislativo regional.

Os insurgentes intensificaram nos últimos dias suas ações e chegaram a ameaçar cortar as mãos dos cidadãos que votem.

Os guerrilheiros maoístas, conhecidos na Índia como naxalitas depois que em 1967 protagonizaram uma revolta contra as forças de segurança na aldeia bengali de Naxalbari, reivindicam um Estado comunista no centro e no leste do país.

Está previsto que os colégios eleitorais fechem às 15h (6h30, Brasília) nas áreas mais conflituosas para evitar distúrbios. EFE mb/rr

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