Em meio à eleição, ataques da guerrilha maoísta matam 17 na Índia

Pelo menos 17 pessoas morreram hoje em vários ataques da guerrilha maoísta na Índia, onde começaram há poucas horas as eleições legislativas.

EFE |

Sete agentes de controle de fronteiras morreram quando uma mina explodiu na passagem do ônibus em que viajavam no estado de Jharkhand, no norte da Índia, informou o subcomissário da Polícia do distrito de Latehar, Sarvendu Thagat, citado pela imprensa local.

Thagat explicou que os agentes se dirigiam a um colégio eleitoral para se unir ao grande aparato de segurança montado para a primeira fase das eleições indianas nessa região.

Depois da explosão, na qual também morreram o motorista e um assistente, se desencadeou um tiroteio.

AP

Em meio a tensão, moradoras de vilarejo fazem fila para votar

O ataque ocorreu às 7h30 (23h de quarta em Brasília), cerca de meia hora depois que os colégios eleitorais em 17 estados e territórios do país foram abertos.

No estado de Bihar, no norte, outros dois seguranças morreram quando um grupo de mais de 12 insurgentes armados atacou o colégio eleitoral que vigiavam.

No estado central de Chhattisgarh, cinco funcionários destacados para controlar o desenvolvimento das eleições morreram na explosão de uma bomba, enquanto um membro das forças de segurança foi vítima de um tiroteio com maoístas, segundo a agência "Ians".

Além disso, grupos de rebeldes maoístas abriram fogo contra seis colégios eleitorais da conflituosa região de Bastar, também em Chhattisgarh, pouco depois que começou o processo eleitoral. Os tiroteios, porém, não causaram vítimas.

Vários insurgentes atacaram também um posto de votação e incendiaram máquinas de voto eletrônico e um veículo na região oriental de Orissa, onde acontece também pleito para o Legislativo regional.

Os insurgentes intensificaram nos últimos dias suas ações e chegaram a ameaçar cortar as mãos dos cidadãos que votem.

Os guerrilheiros maoístas, conhecidos na Índia como naxalitas depois que em 1967 protagonizaram uma revolta contra as forças de segurança na aldeia bengali de Naxalbari, reivindicam um Estado comunista no centro e no leste do país.

Está previsto que os colégios eleitorais fechem às 15h (6h30, Brasília) nas áreas mais conflituosas para evitar distúrbios.

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