Em meio à crise, Fed mantém juros em 2% nos EUA

O Fed (Federal Reserve), o banco central dos Estados Unidos, anunciou nesta quinta-feira a decisão de manter inalterada, em 2% ao ano, a taxa básica de juros, em meio à crise que nesta semana levou o quarto maior banco de investimentos do país, o Lehman Brothers, a pedir concordata. A decisão surpreendeu alguns analistas, que apostavam em um corte dos juros que poderia ajudar a aquecer a economia americana - ao mesmo tempo em que elevaria a ameaça de inflação.

BBC Brasil |

Em vez de optar pelo corte, porém, o banco central americano decidiu injetar US$ 70 bilhões na economia com o objetivo de aumentar a liquidez do mercado e dar mais segurança aos investidores.

Em um comunicado, o Fed disse que as "pressões sobre o mercado financeiro aumentaram de forma significativamente, e os mercados de trabalho enfraqueceram mais".

O banco central americano também voltou a mostrar preocupação com a possibilidade de aumento da inflação no país.

"Os riscos descendentes de crescimento e ascendentes de inflação são ambos significativos", diz o comunicado.

Bancos centrais de vários países têm enfrentado o desafio de frear o crescimento da inflação ao mesmo tempo em que encaram a ameaça do desaquecimento econômico global.

A taxa de juros americana está em 2% desde abril.

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