Em Madri, Aécio defende nova agenda nacional para era pós-Lula

Madri, 5 mai (EFE).- O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, defendeu hoje uma convergência em torno de uma nova agenda nacional que respeite os avanços dos últimos 16 anos e que defina o que será preciso fazer para este Brasil pós-Lula.

EFE |

Aécio, possível candidato do PSDB em 2010, discursou hoje na Tribuna Ibero-Americana, um fórum organizado pela Casa da América de Madri e a Agência Efe.

Assim, ele se referiu às "muitas especulações" que há sobre sua possível mudança de partido já que em sua própria legenda, o governador de São Paulo, José Serra, também pretende ser candidato.

"Hoje em dia não faz sentido. Meu cargo político é da social-democracia. O que tentaria fazer é atrair aliados, ampliar o leque de acordos do PSDB para outros setores que hoje em dia estão apoiando o Governo", assegurou Aécio.

Aécio Neves disse acreditar na política e em seu funcionamento e ressaltou que o PSDB terá "não só um candidato, mas uma candidatura apoiada pelas bases e com bandeiras novas".

"Mais que definir um candidato, é preciso definir o que queremos para este Brasil pós-Lula, os problemas não enfrentados, as reformas por fazer", comentou.

O político pediu uma agenda que respeite os avanços conseguidos durante oito anos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e as conquistas de Luiz Inácio Lula da Silva.

Embora tenha reconhecido os avanços de Lula, Aécio disse ser necessário "encontrar uma nova concertação política para o Brasil".

"É isso o que me proponho a fazer", afirmou.

"Uma candidatura eventual à Presidência não seria anti-Lula nem anti-PT, seria uma candidatura pós-Lula e pós-PT", frisou Aécio.

Embora tenha considerado "prematuro" e "nada provável" um Governo de coalizão com o PT, ele reiterou a defesa a uma "nova concertação política" e uma "convergência ao redor de uma agenda nacional" para fazer frente aos problemas.

"O Brasil está maduro já para isso, está cansado de duas forças políticas que estiveram muito perto no passado e lutando juntas pelo fim da ditadura, e que agora se apartam, já que o derrotado nas eleições adota uma posição muito radical", acrescentou.

Após as eleições presidenciais, o governador de Minas apontou que o Brasil deve desenvolver políticas regionais que possam "aproximar os vários 'Brasis'".

Segundo Aécio, o Brasil é um dos países emergentes mais bem preparados para enfrentar a crise.

O governador citou como exemplo Minas Gerais, estado que segundo ele "mais cresce e que melhores indicadores sociais apresenta".

"A grande contribuição que minha geração pode dar ao Brasil e à região é introduzir a gestão pública de qualidade na agenda nacional", assegurou.

Para ele, o Brasil "caminha para se consolidar do ponto de vista econômico como o principal mercado para a maioria dos países latino-americanos" e mostrou sua preocupação com alguns Governos de "perfil extremamente populista". EFE bal/rr

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