Em livro, ex-refém Clara Rojas diz que amizade com Betancourt ruiu no cativeiro

A amizade entre Clara Rojas e a ex-candidata presidencial colombina Ingrid Betancourt, que as uniu politicamente e, em última análise, fez com que fossem sequestradas juntas pela guerrilha das Farc, foi ruindo pouco a pouco nos seis anos de cativeiro que compartilharam.

AFP |

É esta a impressão deixada pelos relatos do sequestro contidos nas 250 páginas do livro "Cativa", escrito por Rojas, cuja versão em espanhol foi lançada em Bogotá na noite de segunda-feira.

A ex-refém, que teve um filho quando prisioneira, confirmou esta noção em uma entrevista à AFP, na qual explicou que, baseada na expectativa que tinha na amizade com Ingrid, "eu teria gostado se ela tivesse reagido como uma irmã, talvez".

A gravidez de seu filho Emmanuel, cujo parto foi, ao mesmo tempo, o momento mais dramático e mais feliz que viveu nas profundezas da selva colombiana, mostrou que a pessoa que considerava sua amiga incondicional não era quem ela havia idealizado.

"Bem-vinda ao clube", foi a seca resposta de Ingrid a Rojas quando ela contou que estava grávida. Emmanuel - que na próxima quinta-feira completa cinco anos - foi fruto de uma relação consentida com um dos guerrilheiros que vigiava o cativeiro, cuja identidade ela jamais revelou ao público.

Rojas se queixa não apenas da reação fria, mas também pelo "tom irônico" de sua companheira, destacando que não se tratou de "uma atitude de apoio", ao contrário do que ela esperava.

"Para mim, a amizade é um valor essencial. Assim me ensinaram desde pequena", diz Rojas em seu livro.

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