Em Islamabad, Hillary Clinton condena atentado

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, condenou o atentado nesta quarta-feira que matou mais de 90 pessoas em Peshawar, no Paquistão. Clinton estava na capital paquistanesa Islamabad no momento do ataque.

BBC Brasil |

Ela disse que o povo do Paquistão não está sozinho na luta contra militantes rebeldes. Em entrevista coletiva a jornalistas, a secretária de Estado chamou os condenados de "odiosos e brutais". Hillary prometeu aumentar o apoio americano ao Paquistão na luta contra insurgentes.


Hillary se encontrou com o primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gilani / AP

Visita oficial

"O Paquistão está no meio de um esforço contínuo contra grupos extremistas tenazes e brutais que matam pessoas inocentes e aterrorizam comunidades", disse Hillary Clinton.

"Nós nos comprometemos a ficar lado a lado com o povo do Paquistão na sua luta por paz e segurança. Nós vamos lhes dar a ajuda que vocês precisam para atingir o seu objetivo."

"Os terroristas e extremistas são muito bons em destruir, mas eles não conseguem construir. É ai que temos uma vantagem."

Ao lado do ministro paquistanês das Relações Exteriores, Mahmoud Qureshi, Clinton defendeu que a relação entre Estados Unidos e Paquistão vá além da operação contra o terrorismo, e englobe projetos de infraestrutura, educação e geração de energia.

Hillary Clinton está no Paquistão para discutir formas de lidar com o aumento de ataques do Talebã nos últimos dias e para tratar de assuntos relativos à segurança das armas nucleares paquistanesas.

Esta é a quinta visita de Clinton ao Paquistão, mas a primeira na condição de secretária de Estado. Em três dias, ela vai visitar mesquitas e se encontrará com estudantes, líderes religiosos e jornalistas.


Hillary chegou nesta quarta-feira ao Paquistão / EFE

O Paquistão é considerado um aliado fundamental do governo americano na luta contra o Taleban e a Al-Qaeda no país e no Afeganistão.

Na semana passada, o Senado americano aprovou uma lei que procura garantir que o dinheiro enviado ao Paquistão seja usado apenas na guerra contra os insurgentes. A lei proíbe que qualquer recurso americano seja usado pelo Paquistão contra a Índia.

A legislação também prevê o monitoramento de todas as armas americanas no Paquistão.

No começo do mês, o presidente americano, Barack Obama, aprovou um pacote de US$ 7,5 bilhões de ajuda não-militar ao Paquistão.

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