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Em Honduras, Brasil procurou facilitar o diálogo , diz Amorim

O chanceler Celso Amorim defendeu, nesta segunda-feira em Montevidéu, o abrigo ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, na embaixada do Brasil em Tegucigalpa e afirmou que o Brasil procurou facilitar o diálogo. Talvez não tenham sido produzidos todos os resultados que se esperava, mas se o Brasil não tivesse dado abrigo [a Zelaya] estaria tudo parado.

BBC Brasil |

O Brasil contribuiu para firmar a democracia no nosso continente. A situação nos preocupa, mas Honduras vai encontrar uma solução", disse Amorim na capital uruguaia, onde se encontra para a Cúpula de Presidentes do Mercosul, que começa nesta terça-feira.

Em reunião entre representantes dos ministérios de Economia e de Relações Exteriores do Mercosul, o governo brasileiro também assinou um convênio com o Uruguai para a realização de operações comerciais em reais e pesos uruguaios.

O convênio, chamado de Sistema de Pagamento em Moeda Local, se dá em forma bilateral e já funciona entre Brasil e Argentina desde 2007. O objetivo do Brasil é incluir outros países da região.

"Temos a expectativa de que possamos implantar o sistema em fase experimental nos próximos três meses", disse à BBC Brasil Luiz Eduardo Melin, chefe de gabinete do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

"É um sistema que permite que micro, pequenas e médias empresas possam fazer exportações. Neste momento, com o comércio internacional ainda muito deprimido, todos os mecanismos de apoio às transações regionais devem ser reforçados."
Protecionismo
Também nessa linha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve defender, em Montevidéu, a redução do protecionismo na região, de acordo com o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach. Lula tem chegada prevista à capital uruguaia para a madrugada desta terça-feira e deixa Montevidéu no início da tarde.

"Há um bom clima para negociar", afirmou à BBC Brasil o ministro de Economia do Uruguai, Alvaro García, que também se mostrou otimista quanto a avanços para que se destrave, a longo prazo, o Focem - Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul, criado para estimular projetos nos países menores do bloco.

Da comitiva brasileira fazem parte, além de Lula e Amorim, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulce, o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, e os secretários Antonio Patriota (Relações Exteriores) e Ivan Ramalho (Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio).

A 38ª Cúpula começa com clima de desavenças internas que se arrastam entre os fundadores do bloco.

Brasil e Argentina passam por uma guerra comercial em torno da aplicação de licenças não automáticas para importação de produtos dos dois países.

O governo de Cristina Kirchner também enfrenta desavenças com o Uruguai em razão da instalação da fábrica de celulose Botnia às margens do rio Uruguai. Segundo a Argentina, a iniciativa polui o rio, contaminação negada pelos uruguaios.

Entre os temas em pauta na Cúpula devem estar a retomada de negociações para um tratado de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, e a reeleição de Evo Morales na Bolívia.

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