Guillermo Fariñas, em greve de fome pela libertação de 26 presos políticos, criticou em declarações à rádio paraguaia Ñandutí AM o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao mesmo tempo pediu ao presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que se pronuncie sobre a situação na ilha caribenha." / Guillermo Fariñas, em greve de fome pela libertação de 26 presos políticos, criticou em declarações à rádio paraguaia Ñandutí AM o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao mesmo tempo pediu ao presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que se pronuncie sobre a situação na ilha caribenha." /

Em greve de fome, dissidente político critica Lula

O opositor cubano http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/03/13/em+greve+de+fome+dissidente+cubano+segue+em+estado+grave+9426985.htmlGuillermo Fariñas, em greve de fome pela libertação de 26 presos políticos, criticou em declarações à rádio paraguaia Ñandutí AM o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao mesmo tempo pediu ao presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que se pronuncie sobre a situação na ilha caribenha.

AFP |

"Lula não respeitou a memória de Orlando Zapata  (ao visitar Cuba em fevereiro). Faço um apelo a Fernando Lugo, que se pronuncie a favor das vítimas ou dos algozes", disse Fariñas em declarações feitas por telefone à rádio nesta quarta-feira.


Guillermo Fariñas em foto tirada durante a greve de fome / EFE

Fariñas acusou Lula de ser cúmplice do regime cubano. "A história se encarregará de colocá-lo em seu lugar. Não é um democrata. Peço a Fernando Lugo que não guarde um silêncio cúmplice com a morte de Zapata e a minha iminente morte", enfatizou Fariñas.

O opositor cubano garantiu que a iniciativa que realiza, a greve de fome, "é drástica" e provavelmente o levará à morte. "Dar a vida pela pátria sempre vale a pena", afirmou.

"Vamos demonstrar à opinião pública nacional e internacional que o regime cubano se dedicou durante 52 anos a eliminar e assassinar, de maneira deliberada, seus oponentes dentro da ilha", disse.

"Estamos esperando que o mundo perceba que os irmãos Castro e seus seguidores são assassinos. Em pleno século 21 vão deixar morrer um homem e muitos outros homens e mulheres porque lutam por uma questão humanitária", destacou.

Fariñas recebe atualmente assistência médica em um hospital de Santa Clara, em Cuba.

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