O dissidente cubano Guillermo Fariñas, em greve de fome há 18 dias, segue em estado grave, porém estável, e continuará no hospital nos próximos dias. A porta-voz de Fariñas, Liset Zamora, disse que aparentemente deve se estender a estada do opositor na unidade de terapia intensivo do hospital Arnaldo Milián Castro, em Santa Clara (a 270 de Havana), para onde foi levado na quinta-feira inconsciente.

"Ele está sendo tratado pela mesma equipe médica que o atendeu em greves anteriores, e dizem que enquanto eles puderem mantê-lo no hospital, vão deixá-lo porque ele está em estado muito delicado de saúde", explicou.


Guillermo Fariñas em foto tirada durante a greve de fome / EFE

Fariñas, de 48 anos, apresentou alguns sintomas de melhora, com a pressão arterial mais estável, mas segue recebendo soros fisiológicos por via intravenosa.

O dissidente começou o jejum há duas semanas para pedir a liberdade de 26 presos políticos cubanos doentes, como disse, e em protesto pela morte do também preso político Orlando Tamayo, após uma greve de fome de quase três meses.

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