Em greve de fome, cocaleiros invadem prédio público na Bolívia

La Paz, 10 dez (EFE).- Quase 500 cocaleiros da região boliviana de Yungas, perto de La Paz, iniciaram hoje uma greve de fome em um escritório governamental para protestar contra a proibição da venda de folha de coca em Cochabamba e Santa Cruz.

EFE |

Uma fonte do Vice-ministério da Coca confirmou à Agência Efe que os cultivadores se instalaram em seus escritórios de La Paz, enquanto representantes desse setor esclareceram que o protesto não é contra o presidente da Bolívia, Evo Morales.

O presidente da Associação Departamental de Coca (Adepcoca), Hernán Justo, um dos dirigentes do protesto, disse à rádio "Erbol" que manterão a medida até que o Governo permita vender a folha em Cochabamba e Santa Cruz.

Para ele, a proibição é "muito arbitrária e muito autoritária, que gerou bastante preocupação e incômodo" entre os cocaleiros.

Segundo Justo, 45 pessoas estão em greve de fome e "mais de 300" fazem vigília no local para acompanhar o protesto.

Justo esclareceu que, apesar da medida, seguem "comprometidos com esse processo de mudança" e vão "seguir apoiando o companheiro Evo Morales", que desde a Presidência se mantém como o líder dos cocaleiros da região central de Chapare.

Por sua parte, o vice-ministro da Coca, Gerónimo Meneses, deu uma coletiva de imprensa na qual explicou que a proibição aos cultivadores de Yungas de vender em Cochabamba e Santa Cruz se baseia na suspeita de que há quantidades da folha de coca que acabam sendo desviadas ao narcotráfico.

A folha, que na Bolívia é usada com fins medicinais e em rituais culturais e religiosos, também serve para a fabricação de cocaína.

EFE az/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG