A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, chega no fim da tarde desta terça-feira a Brasília, depois de visitar o Chile. A agenda da visita oficial começa amanhã.

Em Brasília, a secretária visita o Congresso Nacional de manhã e depois participa de reuniões com Lula e com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

AP
Agenda oficial de Hillary no Brasil começa na quarta-feira
Agenda oficial de Hillary no Brasil
começa na quarta-feira

Na reunião de quarta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de temas como o embargo americano a Cuba e a ajuda humanitária ao Haiti, Hillary buscará vencer a relutância do governo Lula para que apoie a mobilização internacional por novas sanções ao programa nuclear do Irã.

A secretária de Estado americana vai discutir ainda os preparativos da viagem ao Brasil do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prevista para este ano.

Desde que assumiu o cargo, a secretária de Estado tinha a intenção de viajar ao Brasil, mas no ano passado não pôde fazê-lo por problemas de agenda e pelo impasse sobre a nomeação de Thomas Shannon como embaixador. Antes de voltar aos EUA, Hillary fará escalas também na Costa Rica e em Honduras.

Aproximação com a região

Alguns analistas latino-americanos dizem que a expectativa inicial de reaproximação dos EUA com a região no governo Obama perdeu força, em parte devido à reação de Washington ao golpe de junho em Honduras e à manutenção do embargo a Cuba.

Mas Hillary disse que houve uma aproximação, e citou Honduras como um bom resultado. Ela lembrou que, depois do golpe, os EUA estimularam a realização de eleições em novembro.

"A crise de Honduras foi gerida até uma conclusão bem sucedida", afirmou. "Foi sem guerra civil, sem violência, e acho que nossa política na vasta maioria dos países da América Latina recebe notas altas ou grande respeito."

Ela disse que vai aproveitar sua passagem pela América Central para incentivar a "normalização" das relações de Honduras com vários outros governos regionais, que não reconheceram a eleição de novembro, e para defender a reintegração hondurenha à Organização dos Estados Americanos.

* Com Agência Brasil e Reuters

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