Em estado grave, preso político é libertado em Cuba

Ariel Sigler, que sofre de paraplegia e está bastante debilitado, foi libertado neste sábado em Cuba. País transferiu outros 6

iG São Paulo com EFE |

Havana - O preso político Ariel Sigler, que sofre de paraplegia e que está em estado de saúde grave, foi libertado neste sábado em Cuba. Sigler afirmou em sua casa, em Pedro Betancourt que continuará lutando pela democracia em Cuba e pela libertação de todos os presos políticos do país.

"Em nenhum momento deixarei de lutar pela liberdade e pela democracia em Cuba. Vou continuar lutando para que nossos irmãos que ficaram na prisão sejam libertados", afirmou Sigler em sua residência, para onde foi levado de Havana numa ambulância.

AP
Ariel Sigler, ao lado do irmão José Sigler, recebe jornalistas em sua casa

A libertação de Sigler e a transferência de outros seis presos políticos a prisões mais próximas a suas casas havia sido anunciada na noite passada pelo Arcebispado de Havana, que recebeu a informação do Governo.

Sigler e os outros seis presos são parte do grupo de 75 dissidentes condenados na repressão conhecida como Primavera Negra, em 2003. Do grupo dos presos políticos doentes, Ariel Sigler é o que apresenta o quadro mais grave. Ele ficou paraplégico na prisão devido a uma doença associada a problemas nutricionais e apresenta também complicações no estômago, no esôfago e na garganta.

O anúncio de sua libertação é a segunda medida do Governo Raúl Castro relacionada a presos políticos, após o processo de diálogo iniciado em maio passado com a alta hierarquia da Igreja Católica na ilha. O primeiro gesto do Governo aconteceu em 1º de junho, com a aproximação de outros seis presos a suas casas

ASSOCIATED PRESS/Franklin Reyes
Retrato feito antes da prisão evidência o quanto Ariel Sigler emegreceu na prisão
No interior de sua casa, Sigler agradeceu aos colegas de dissidência e à "pressão internacional" pela libertação. "Esperamos que não só eu tenha a oportunidade de sair, que tenhamos todos a possibilidade de sair porque nos consideramos todos inocentes", disse em referência aos presos políticos cubanos.

Ele considerou que as ações da Igreja Católica perante o Governo de Raúl Castro tiveram "certa repercussão" pelas medidas adotadas até o momento com alguns prisioneiros, mas expressou seu desejo de que as libertações continuem.

Sobre sua saúde, destacou que é "bastante" delicada devido a quatro doenças crônicas e ao grave estado de desnutrição. Ele disse que vai se dedicar a se recuperar.

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