Em entrevista à BBC, líder sudanês minimiza mortes em Darfur

Em entrevista exclusiva à BBC, o presidente do Sudão, Omar Al-Bashir, afirmou que o número de pessoas que já morreram no conflito em Darfur é menos de um décimo do que tem sido dito. Falando no programa HardTalk, do canal de TV BBC World, Bashir disse que a cifra de 300 mil mortos no conflito na região no oeste sudanês, estimada pela ONU, foi inventada e é parte de uma campanha contra o seu governo.

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O presidente sudanês também disse que as acusações são uma tentativa neocolonialista de se apropriar do Sudão.

Essa foi a primeira entrevista do líder sudanês a um canal de TV desde que o Tribunal Criminal Internacional emitiu um mandato de prisão contra ele, em 4 de março, por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

"Insurgência"
Bashir também voltar a negar as alegações feitas pela ONU e pela comunidade internacional de que seus militares tenham cometido crimes contra a população civil de Darfur.

"Desafio qualquer um a me mostrar evidência provando que o Exército sudanês atacou e matou civis em Darfur."
Para Bashir, os relatos sobre a região de Darfur não seriam verdadeiros e que o que ocorre na região "é uma insurgência. O Estado tem a responsabilidade de combater os rebeldes".

"Nunca combatemos ou matamos nossos cidadãos", completou.

O conflito em Darfur - região pouco desenvolvida, mas rica em petróleo no oeste sudanês - começou no início de 2003, quando milícias árabes e tropas do governo lançaram violentas campanhas contra grupos rebeldes negros.

Além dos cerca de 300 mil mortos, a ONU calcula que mais de dois milhões de pessoas tenham sido obrigadas a deixar suas casas em Darfur nesses seis anos.

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