Em discurso, Obama dirá que não vai desistir de reforma da saúde

Por Caren Bohan e Matt Spetalnick WASHINGTON (Reuters) - O presidente Barack Obama prometerá em discurso, nesta quarta-feira, que não vai desistir de sua luta pela reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos.

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"Até o fim do meu discurso desta noite, mais norte-americanos terão perdido seus seguros de saúde. Milhões perderam neste ano", ele dirá, de acordo com trechos divulgados pela Casa Branca.

"Eu não vou abandonar esses norte-americanos. E as pessoas deste Congresso também não devem abandoná-los", afirmará Obama em seu discurso anual do Estado da União ao Congresso, no qual reformulará suas prioridades, enquanto tenta superar seu pior momento político em um ano de governo.

O pronunciamento ocorre dias depois da derrota do seu Partido Democrata em uma importante eleição suplementar para o Senado, em um resultado que ameaça a aprovação de projetos prioritários para o governo, como a reforma da saúde.

Obama também deve pedir ao Congresso que limite as contribuições de lobistas para candidatos políticos depois que a Corte Suprema do país removeu, na semana passada, as restrições às doações de empresas e sindicatos.

Ele buscará uma medida para estimular a criação de empregos e a economia, mas defenderá que isso dever ser feito sem deixar o país com "uma montanha de dívidas".

Obama terá que lidar com o descontentamento das pessoas, decorrente, em grande parte, das dificuldades econômicas e da alta taxa de desemprego de 10 por cento, enquanto ganha tempo para reorganizar o governo.

Ele tentará mostrar à audiência televisiva do horário nobre que compreende as agruras econômicas da população e, por isso, irá propor novos planos para a criação de empregos, novas restrições ao setor financeiro e mais créditos fiscais para famílias de classe média.

O discurso deve refletir uma realidade política profundamente diferente da época da posse de Obama, há um ano, quando ele acabava de ser eleito com promessas de grandes mudanças em Washington.

Agora, ele luta para salvar uma pauta parlamentar que ficou ameaçada pela vitória dos republicanos na eleição para uma vaga do Senado em Massachusetts.

O presidente também vai pedir a revogação da política do "Não pergunte, não conte", que impede que homossexuais declarados atuem no serviço militar, disse uma autoridade norte-americana.

Tal política permite que gays sejam militares se não revelarem sua orientação sexual.

(Reportagem adicional de Jeff Mason, Alister Bull e Ross Colvin)

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