Em discurso, Chávez e Cristina criticam neoliberalismo

Buenos Aires, 4 ago (EFE).- Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, lideraram hoje um ato popular nos arredores de Buenos Aires, onde ambos reiteraram seu discurso contra o neoliberalismo e a desigualdade social.

EFE |

"Cristina, estamos contigo", disse Chávez em vários trechos de seu discurso para reafirmar o apoio à presidente argentina, que pouco depois de completar oito meses de Governo enfrentou uma forte crise política depois de uma prolongado conflito com o setor agropecuário.

O presidente venezuelano lembrou que, há 15 anos, a Argentina, "como quase toda América Latina", "dormia por causa do Consenso de Washington".

"Hoje, que emoção quando vejo de pé a grande pátria argentina.

Viva a Argentina! Viva a América do Sul! Nossa pátria renasceu dos mortos, como Lázaro perante a voz de Cristo. O Cristo coletivo é o nosso povo, sobre tudo os pobres de nossas pátrias", disse Chávez.

O chefe de Estado venezuelano afirmou que "o mundo de hoje vive uma crise perfeita: econômica, financeira, alimentícia, ecológica, energética, moral e de idéias".

Chávez elogiou também o Governo de Néstor Kirchner (2003-2007), presente no ato, e chamou Cristina de uma mulher "digna e grandiosa enfrentando as investidas da oligarquia".

Já a presidente argentina considerou que hoje as "batalhas" a serem enfrentadas são "contra a pobreza e a desigualdade".

Cristina defendeu o papel do Estado para "dar igualdade e Justiça à sociedade" e redistribuir os lucros, um discurso que já tinha sido empregado em reiteradas oportunidades durante o conflito com o campo para justificar a necessidade de aumentar os impostos às exportações de grãos.

O ato serviu de marco para anunciar o fortalecimento de um plano alimentício na província de Buenos Aires e inaugurar um bairro de imóveis populares, projeto liderado pela organização humanitária Mães da Praça de Maio.

Chávez e Cristina se reuniram horas antes em Buenos Aires com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concluiu uma breve visita à Argentina. EFE nk/bm/rr

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