Em debate, pré-candidatos republicanos focam críticas em Obama

Políticos disputam entre si a nomeação do partido para concorrer com o democrata Barack Obama nas eleições de 2012

iG São Paulo |

Sete principais pré-candidatos republicanos realizaram na noite de segunda-feira seu primeiro debate presidencial para as eleições de 2012 nos EUA, enfatizando suas críticas na condução da economia no governo de Barack Obama. Os pré-candidatos tentaram estabelecer distinções entre si em uma competição vibrante para ver quem será considerado suficientemente conservador aos olhos dos eleitores das primárias, mas elegível o suficiente para derrotar Obama, que tentará a reeleição.

Os republicanos, que realizarão suas primárias a partir de fevereiro, evitaram atacar uns aos outros no debate desta segunda. Em vez disso, criticaram a reforma da saúde de Obama e os problemas econômicos enfrentados pelos Estados Unidos.

Reuters
Pré-candidatos republicanos Romney, Pawlenty e Paul em debate

Até o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney , tido como um dos favoritos entre os republicanos, foi poupado pelos demais participantes do debate, apesar de comumente ser alvo de críticas por ter introduzido em seu Estado um plano de saúde semelhante à reforma feita por Obama.

Romney disse que Obama havia "decepcionado" o país, e o ex-líder da Câmara dos Representantes (deputados federais) Newt Gingrich declarou que os EUA precisam de um novo presidente para terminar o que ele chamou de "a depressão (econômica) de Obama". Gingrich, cuja campanha implodiu na semana passada quando praticamente toda a sua equipe de estratégia pediu demissão, não mencionou a controvérsia e procurou se mostrar como um candidato movido a ideias.

O ex-governador de Minnesota Tim Pawlenty também criticou o atual presidente dos EUA por supostamente ver os EUA como "mais um (país) igual aos outros", em vez de uma "nação especial". Pawlenty destacou as suas raízes operárias, enquanto tentava se apresentar como uma alternativa de liderança em relação a Romney. Ele havia inventado uma nova palavra no dia antes do debate – "Obamneycare" – um termo que visa a criticar Romney e Obama por seu projeto de saúde. Mas quando o debate começou, ele optou por não pressionar a questão.

O debate, que aconteceu no campus da Faculdade St. Anselm, nos arredores de Manchester, foi uma oportunidade para muitos candidates se apresentarem – ou reapresentarem.

Mas, dois candidatos potenciais não apareceram: o ex-governador Jon M. Huntsman Jr., de Utah – até algumas semanas atrás o embaixador de Obama na China – e a ex-governadora do Alasca Sarah Palin, a candidata vice-presidencial republicana em 2008.

A ausência de Palin criou uma abertura para a deputada Michele Bachmann , de Minnesota, que adotou a medida única de utilizar a ocasião para anunciar formalmente sua candidatura à presidência. Se Bachmann tem qualquer concorrência pelos votos do movimento Tea Party, ela vem do ex-senador Rick Santorum, da Pensilvânia, mais conhecido como um conservador social.

Beneficiado por um novo prestígio adquirido este ano simplesmente porque o movimento Tea Party aceitou bem o seu libertarianismo, o representante do Texas Ron Paul repetiu seus apelos para acabar com o Federal Reserve e cortar as despesas militares.

O ex-diretor executivo da Godfather's Pizza, Herman Cain , no entanto, teve dificuldades quando o moderador do debate, o apresentador John King, da CNN, lhe perguntou sobre a sua declaração de que "muitos muçulmanos não são totalmente dedicados a este país".

Cain disse ficar desconfortável "porque temos muçulmanos pacíficos e temos os muçulmanos militantes, aqueles que estão tentando nos matar”. E acrescentou: "Estava pensando naqueles que estão tentando nos matar quando disse isso.”

Temas sociais

Quando o debate entrou em temas sociais - que geralmente são preocupações importantes entre os eleitores republicanos -, cinco dos sete pré-candidatos disseram que apoiariam uma emenda constitucional que banisse o casamento homossexual.

Ron Paul se disse contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas opinou que os governos não deveriam se envolver no assunto. Romney e Santorum afirmaram terem se oposto à lei, aprovada em dezembro de 2010, que permite que homossexuais que servem nas Forças Armadas americanas sejam abertos quanto à sua opção sexual .

Obama, que recentemente enfrentou uma queda de popularidade - após alta de aprovação decorrente da morte de Osama bin Laden -, lidera a preferência dos eleitores contra a maioria dos potenciais candidatos republicanos incluídos no levantamento. Mas o presidente aparece empatado com Romney, que lançou oficialmente sua campanha com a promessa de reativar a economia e criar empregos.

*Com BBC e New York Times

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