Em cúpula, Lula defenderá fim total a embargo dos EUA a Cuba

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, avaliou como ¿positivas¿ as medidas anunciadas pelos Estados Unidos para diminuir as restrições do embargo econômico imposto a Cuba. Porém, segundo o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, o presidente considera a manutenção de embargo uma ¿anomalia¿ e defende a normalização das relações do país norte-americano com a ilha comunista.

Sarah Barros, Último Segundo/Santafé Idéias |


De acordo com Baumbach, a necessidade de retomada completa das relações entre os dois países é reforçada pelo momento em que todos os países da América Latina e do Caribe têm relações normalizadas com Cuba.

"O presidente Lula considera que a manutenção do bloqueio a Cuba é uma anomalia no ambiente internacional que há muito tempo superou a confrontação da Guerra Fria", explicou o porta-voz, ao detalhar as atividades de Lula na 5ª Cúpula das Américas, que começa nesta sexta-feira em Trindad e Tobago.

Na última segunda-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou a retirada das restrições a viagens e ao envio de dinheiro de cubano-americanos para Cuba.

"Embora as medidas anunciadas ainda não sejam suficientes, são indicadores de um ambiente de maior boa vontade que, na opinião do presidente, deve ser o passo inicial em um movimento no sentido da plena inserção política de Cuba no hemisfério e do fim do embargo americano", disse Baumback.

A opinião será reforçada por Lula durante os debates que devem passar por temas como a prosperidade humana, a sustentabilidade ambiental, a segurança energética e a governança democrática.

Esta será a primeira cúpula realizada em um país do Caribe e da qual Obama participa como presidente dos Estados Unidos. Para Lula, será uma oportunidade para a construção de uma agenda comum nas Américas. "Esta agenda comum deve oferecer elementos para o enfretamento da atual crise econômica dentro do respeito à soberania dos países", destacou o porta-voz.

Em pronunciamento à cúpula, Lula deve defender, ainda, a fidelidade aos compromissos com tecnologias ambientalmente sustentáveis, mesmo diante da crise econômica mundial.

Neste contexto, ele irá ressaltar o potencial dos biocombustivel. "Entretanto, para que este potencial possa ser realizado plenamente, é necessário que as barreiras comerciais impostas pelos países ricos à entrada dos biocombustiveis em seus mercados sejam removidas", enfatizará.

Com informações de Carollina Andrade, da Santafé Idéias

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