Em clima de campanha, Obama acena a veteranos militares

Presidente visita base naval na Virgínia, Estado tradicionalmente conservador e crucial para eleições do ano que vem

iG São Paulo |

O presidente americano, Barack Obama, apresentou nesta quarta-feira uma parceria público-privada destinada a reciclar e dar empregos a milhares de veteranos das guerras no Iraque e Afeganistão, uma medida que pode beneficiá-lo na disputa pela reeleição em 2012 .

AP
Presidente Barack Obama discursa em base militar, em Hampton, Virgínia

Obama fez o anúncio pouco antes de encerrar uma caravana de ônibus com duração de três dias pela Virgínia e Carolina do Norte, dois Estados potencialmente decisivos na eleição do ano que vem. A Virgínia tem uma grande população de militares.

"Ficar ao lado dos nossos veteranos não é uma responsabilidade democrata ou uma responsabilidade republicana. É uma responsabilidade norte-americana", disse Obama, ao lado da esposa, Michelle, a uma plateia de mais de 2 mil veteranos e familiares na Base Naval de Langley, na localidade de Hampton.

A Casa Branca disse que a viagem serve para que Obama apresente seu plano para geração de empregos , mas a oposição se queixou do seu caráter eleitoral. A bordo de um ônibus blindado, Obama fez paradas em pequenas comunidades e conversou com a população, em busca de apoio para sua proposta.

As primeiras etapas da turnê tiveram como alvos eleitorados que já estiveram ao lado de Obama em 2008 - liberais, jovens e negros -, e que precisarão ser mobilizados para a reeleição no ano que vem.

Mas, antes de voltar a Washington, Obama tentou atrair outros públicos, como os militares, que podem ser cruciais na Virgínia. Em seu último compromisso da viagem, num quartel dos bombeiros em um subúrbio de Richmond, deve tratar da sua proposta de prestar ajuda financeira aos Estados para que evitem ter de demitir bombeiros. É um assunto que deve ecoar junto a eleitores moderados independentes.

Virgínia e Carolina do Norte são dois Estados conservadores, mas onde Obama conseguiu uma vitória apertada em 2008. Tudo indica que ele terá muita dificuldade para mantê-los no ano que vem, já que sua taxa nacional de aprovação caiu para a casa dos 40 por cento, menor índice do seu mandato.

A pouco mais de um ano da eleição, os presidentes em busca de reeleição geralmente estão mais preocupados em arrecadar fundos de campanha do que em fazer comícios. Mas Obama aproveita esses eventos para pressionar a oposição republicana a aprovar um pacote de geração de empregos no valor de US$ 447 bilhões. O Congresso rejeitou a proposta na semana passada, e agora o governo quer "fatiá-lo" para aprovar pelo menos alguns itens.

A questão do emprego será crucial na campanha eleitoral, e, caso Obama não consiga aprovar o pacote, ele deve usar isso para dizer que a oposição está obstruindo a recuperação econômica.

Com Reuters

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