Em carta, chefe talibã pede morte de afegãos alinhados ao governo

Otan interceptou documento no qual o suposto chefe supremo dos talibãs revê normas de conduta em relação a civis e prisioneiros

AFP |

A Otan anunciou neste domingo ter interceptado uma carta do suposto chefe supremo dos talibãs, o mulá Mohamad Omar, na qual ele pediria que todos os afegãos que apoiam o atual governo sejam capturados e mortos. A diretriz teria sido emitida em junho, de acordo com o porta-voz da Otan, o general Josef Blotz.

O porta-voz acrescentou que a carta ordena que os talibãs que combatam as forças da coalizão até a morte e capturem e matem os civis afegãos que apoiem ou trabalhem para as tropas internacionais ou para o governo de Cabul. Também faz um chamado para que sejam recrutados afegãos que tenham acesso a bases da Otan ou bases americanas, informou o general Blotz à imprensa.

O mulá é um dos fundadores do movimento talibã e considerado o líder espiritual do grupo. Foi expulso do poder em Cabul, no final de 2001, por uma intervenção militar internacional. A Otan acredita que o chefe dos talibãs vive escondido no Paquistão.

A carta interceptada, caso seja declarada autêntica, marcará a virada no tratamento dispensado aos prisioneiros afegãos pelos talibãs. "Toda vez que for capturado um chefe, um soldado ou um trabalhador do governo escravo, não é preciso atacar nem causar danos a estes prisioneiros", dizia um código de conduta atribuído a Omar em agosto de 2009. A nova carta também pede que sejam mortas as mulheres que ajudam as forças de coalizão ou forneçam informações.

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