Em busca de votos que podem ser decisivos, Obama e McCain cortejam latinos

WASHINGTON - Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, trataram hoje de cortejar a comunidade latina, que desponta como um grupo decisivo nas eleições de novembro.

EFE |

Os dois compareceram com extensos discursos no último dia do encontro anual da Associação Nacional de Funcionários Eleitos Latinos (Naleo), um dos grupos mais influentes dentro da comunidade hispânica.

Diante de 700 pessoas, o republicano McCain e o democrata Obama quiseram ressaltar suas posições em favor dos latinos.

McCain, popular na comunidade por ter apoiado no ano passado uma reforma migratória integral, discursou primeiro, aproveitando a oportunidade para assegurar que a iniciativa, combinada com um aumento da segurança nas fronteiras, "foi, é e será" sua "principal prioridade".

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McCain conversa com eleitores


O candidato republicano também admitiu que a reforma migratória, da qual foi um dos promotores em 2007 - mas que acabou fracassando no Capitólio -, é muito impopular em seu partido.

No entanto, após chamar os imigrantes de "filhos de Deus", disse que pretende fazer a questão ser abordada "de modo humano e compassivo".

McCain, senador pelo Arizona, prometeu que, se chegar à Presidência dos EUA, vai dar grande atenção à política relacionada aos imigrantes e à América Latina.

Para ter maior conhecimento de causa, o candidato republicano deverá fazer uma viagem pelo México e a Colômbia na próxima semana.

Já Obama, que tenta cativar um grupo demográfico que em sua maioria estava inclinado a votar em Hillary Clinton, lançou ataques contra a política migratória de seu oponente republicano.

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Obama saúda latinos


O senador por Illinois disse que, após o fracasso da reforma migratória, McCain defendeu gradualmente o endurecimento da segurança nas fronteiras.

"Uma área onde o senador McCain oferecia mudanças era na de imigração. Ele era um cabeça da reforma exaustiva, e eu o admirava por isso", declarou Obama.

No entanto, "quando começou a tentar a nomeação em seu partido, abandonou esse compromisso. Disse que nem sequer apoiaria a legislação que ele mesmo tinha patrocinado se esta chegasse a ser submetida à votação", atacou o candidato democrata.

"Se vamos resolver os desafios que temos pela frente, não podemos vacilar, não podemos variar conforme o que é ditado pela política", insistiu.

Obama, que fez da oposição ao conflito no Iraque um dos pilares de sua campanha, afirmou que os latinos tiveram que suportar boa parte da carga representada por esse conflito.

Os dois candidatos também destacaram propostas econômicas e educativas em seus programas, assegurando que seus planos para as respectivas áreas beneficiarão os hispânicos.

Os dois candidatos devem continuar seu cortejo à comunidade latina com comícios no mês de julho perante outro importante grupo latino, o La Raza, que fará sua convenção em San Diego.

A minoria latina, que representa 9% dos eleitores que votarão no pleito de 4 de novembro, é a que cresce mais rápido nos EUA.

Nas eleições de 2004, 40% dos latinos, que até então tendiam em sua maioria a optar pelos democratas, votaram no presidente George W. Bush, encorajados pela defesa que os republicanos fazem dos valores familiares, suas posições na luta contra o terrorismo e sua defesa da reforma migratória.

Mas as pesquisas apontam que os hispânicos voltaram a se afastar dos republicanos, frente às duras posições desse partido sobre a reforma migratória.

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