Em Berlim, Obama deve pedir empenho da Europa no Afeganistão

Por Caren Bohan e Noah Barkin BERLIM (Reuters) - O candidato democrata a presidente dos EUA, Barack Obama, deve pedir na quinta-feira em seu discurso em Berlim -- único pronunciamento formal em uma semana de viagem ao exterior -- que a Europa se empenhe mais em locais de conflito, como o Afeganistão.

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Logo após desembarcar na Alemanha vindo de Israel, Obama se reuniu com a chanceler Angela Merkel, e à noite vai falar na 'Coluna da Vitória', no parque Tiergarten.

O evento deve atrair milhares de pessoas e está sendo comparado pela imprensa local ao célebre discurso de 1963 em que o então presidente dos EUA, John Kennedy, dizia ser simbolicamente um cidadão de Berlim, cidade então dividida pelo Muro.

Nos 45 minutos previstos para sua fala, Obama pedirá à Europa que aceite mais responsabilidades na preservação da segurança global, segundo antecipou um assessor dele à Reuters.

No domingo, em Cabul, Obama afirmou que a situação do Afeganistão é precária e urgente. Seu rival John McCain também já cobrou mais empenho dos europeus por lá, mas Merkel afirma que há limites ao envolvimento da Alemanha, que neste ano planeja enviar mil soldados adicionais ao Afeganistão.

'Tomara que (o discurso) seja visto como uma articulação substancial do relacionamento que eu gostaria de ver entre Estados Unidos e Europa', disse Obama a jornalistas antes de deixar Israel.

'Espero comunicar para o outro lado do Atlântico o valor dessa relação e como precisamos aprimorá-la', acrescentou.

Em 2003, Alemanha e EUA viveram seu momento de maior distanciamento político desde a Segunda Guerra Mundial, devido à oposição do governo alemão da época à guerra do Iraque.

Já Merkel, uma conservadora criada na antiga Alemanha Oriental, se empenha para restaurar esses laços e se tornou uma das maiores aliadas do governo de George W. Bush na Europa.

Sorrindo e falando amenidades, ela e Obama apertaram as mãos na Chancelaria antes da conversa formal.

Antes de embarcar para Paris, na sexta-feira, Obama também deve se encontrar com o ministro de Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, e com o prefeito de Berlim, Klaus Wowereit.

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