O presidente brasileiro, Luiz Inacio Lula da Silva, esteve nesta terça-feira em Belém, na Cisjordânia, durante sua primeira visita aos Territórios Palestinos, e http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/03/16/lula+e+recebido+por+abbas+na+cisjordania+9430153.htmlfoi recebido pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, na cidade onde nasceu Cristo.

Em seguida, inaugurou uma conferência econômica reunindo 120 empresários brasileiros e palestinos, na presença do primeiro-ministro Salam Fayyad, durante a qual desejou que um futuro Estado palestino possa, um dia, ser associado, como Israel, ao Mercosul - o Mercado Comum Sul-Americano.

Reuters
revista guarda de honra durante cerimônia de boas-vindas a líder brasileiro em Belém

Abbas (esq.) e Lula passam em revista guarda de honra em Belém


A visita do presidente brasileiro ocorre num momento de muita tensão político-religiosa em Jerusalém, onde explodiram manifestações na Cidade Santa .

Lula passará a noite em Belém e no dia seguinte seguirá para Ramallah, capital administrativa da Cisjordânia, onde deve assinar acordos de cooperação com Abbas e colocar flores no túmulo do líder palestino Yasser Arafat, morto em 2004.

Por volta das 13 horas (8 horas de Brasília) de quarta-feira, Lula deixará a Cisjordânia e viajará para Amã, onde terá uma reunião de trabalho com o rei da Jordânia, Abdullah 2 o .

Jerusalém

Antes de chegar à Cisjordânia, Lula passou um dia e meio em Jerusalém, onde se reuniu com o presidente de Israel, Shimon Peres, e com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Nesta terça-feira, Lula visitou o Museu do Holocausto .

Durante a visita, o rabino Israel Lau, presidente do Memorial do Holocausto e sobrevivente de campos de concentração, pediu a Lula que patrocine um encontro entre ele e o presidente do Irã , Mahmud Ahmadinejad.

"Na condição de criança do (campo de concentração de) Buchenwald, quero me reunir com o iraniano para que ouça meu testemunho e para que eu possa provar que está errado ao negar a existência da Shoah (Holoucausto)", acrescentou, referindo-se ao genocídio de 6 milhões de judeus durante a 2ª Guerra (1939-1945). Lula deve visitar o Irã em 15 de maio.

AFP
Lula e Marisa visitam o Museu ao lado do diretor Israel Meir Lau

Lula e Marisa visitam o Museu ao lado do diretor Israel Meir Lau

A ida ao museu ocorreu no mesmo dia em que a chancelaria israelense havia programado uma visita ao túmulo de Theodor Herzl, fundador do movimento sionista cujo aniversário de 150 anos está sendo celebrado pelo governo de Israel. O fato de a comitiva brasileira ter rejeitado o convite causou duras críticas de alguns setores da sociedade israelense.

Segundo a imprensa local, por causa da recusa de Lula, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, teria boicotado o discurso que o presidente brasileiro fez no Parlamento israelense na segunda-feira.

Lieberman, líder do partido ultranacionalista Yisrael Beitenu ("Israel, nosso lar", em tradução livre), é conhecido por suas posições duras com relação ao Irã e aos palestinos. O chanceler ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio.

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