Em Bagdá, Obama discute situação do Iraque com autoridades locais

Bagdá, 21 jul (EFE).- O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, fez uma análise hoje em Bagdá com as autoridades do país do Oriente Médio sobre a situação no Iraque cinco anos após a invasão militar liderada pelos americanos.

EFE |

Segundo fontes parlamentares iraquianas, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, e o senador americano conversaram sobre a situação das forças enviadas por Washington ao Iraque e a preparação e disposição das tropas desse país.

Ambos os dirigentes abordaram também a possibilidade de uma retirada das tropas americanas, embora as fontes não tenham explicado se o diálogo girou em torno do plano proposto por Obama de chamar de volta as forças militares dos EUA em 16 meses caso ele vença as eleições.

A televisão estatal iraquiana "Al-Iraquiya" afirmou que Maliki, que se reuniu com Obama antes de partir em viagem oficial a Berlim, ofereceu ao senador americano um panorama dos progressos vividos pelo Iraque desde a queda do regime de Saddam Hussein, em 2003.

Segundo o primeiro-ministro iraquiano, o país enfrentou com sucesso as ameaças contra a estabilidade representada, principalmente pela rede terrorista Al Qaeda e pelas milícias xiitas.

Além disso, ele ressaltou o atual caráter democrático do Iraque, assim como o avanço econômico fruto de uma maior segurança.

As fontes parlamentares também disseram que o candidato democrata se reuniu com o presidente iraquiano, Jalal Talabani e com o vice-presidente, Tareq al-Hashemi, com quem conversou sobre a melhora da situação política no país.

Durante sua breve passagem pelo país, Obama também conversou com os principais comandantes das forças americanas desdobradas no Iraque.

Segundo informou à Agência Efe o porta-voz das tropas dos EUA, Abdelatif Rayan, Obama chegou esta manhã a Bagdá e se dirigiu imediatamente à embaixada dos EUA, localizada na chamada "zona verde", uma área de segurança máxima situada no centro da capital iraquiana.

Esta é a terceira etapa da viagem que o candidato democrata realiza pelo Oriente Médio. Antes, ele, que já visitou o país em 2006, passou por Afeganistão e Kuwait.

No último dia 15 de julho, Obama reafirmou seu compromisso de acabar com o conflito no Iraque se for eleito sucessor de George W.

Bush e insistiu que, após conseguir esse objetivo, se dedicará à luta contra a Al Qaeda e a insurgência talibã no Afeganistão.

Segundo Obama, a concentração de tropas no Iraque fez a situação no Afeganistão piorar e tornou possível o fortalecimento da Al Qaeda na fronteira afegã com o Paquistão.

O senador democrata por Illinois foi um dos críticos mais duros da política externa seguida pelo presidente George W. Bush.

Para os analistas, com esta viagem Obama teria que resolver as dúvidas sobre sua capacidade de dirigir os assuntos de política externa dos EUA e de desempenhar o cargo de comandante-em-chefe do país.

Obama enfrentará no pleito presidencial em novembro o republicano John McCain que costuma enfatizar a falta de experiência do seu adversário nos assuntos de política internacional.

McCain também criticou Obama por propor a retirada das tropas do Iraque, o que vai de encontro à proposta do republicano de manter de forma indefinida a presença militar dos EUA nesse país. EFE ah/rb/rr

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