Em ato com Lugo, Chávez pede união na América Latina

San Pedro de Ycuamandiyú (Paraguai), 16 ago (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, clamou hoje pela união de todos os povos da América Latina para uma verdadeira independência, durante um ato com o chefe de Estado do Paraguai, Fernando Lugo.

EFE |

O presidente venezuelano acompanhou seu colega em um ato popular no departamento (estado) de San Pedro, a região mais pobre do Paraguai, onde o agora presidente foi bispo durante 11 anos, em sua primeira atividade oficial.

"Por um acaso nos tornamos independentes nestes 200 anos? Nunca fomos realmente independentes, mas chegou a hora de completar a nova independência", disse Chávez para milhares de pessoas reunidas em uma praça desta cidade, 318 quilômetros ao norte de Assunção.

"Só unidos, mas verdadeiramente unidos, podemos ser independentes", disse ao citar os grupos de organizações sociais de Brasil, Argentina e Uruguai, que também estavam no ato popular convocado por Lugo em San Pedro.

"Se quisermos ter uma pátria verdadeira e grande, precisamos nos unir. Nossos adversários tentarão continuar impedindo nossa união", enfatizou Chávez, ao criticar a "independência velha, que vai completar 200 anos".

Já o presidente do Equador, Rafael Correa, assegurou hoje que Lugo é uma "nova esperança" para a América Latina para a mudança temporal irreversível que, segundo ele, a região experimenta.

"É uma nova esperança para esta América Latina, para a mudança de época irreversível, para ter uma América Latina verdadeiramente cristã que significa, inevitavelmente, uma região com maior igualdade, justiça social; o resto é pura história", assinalou.

Em seu programa de rádio, transmitido hoje, Correa se referiu a Lugo como "um grande amigo".

Para ele, Lugo é um "bispo da libertação, daqueles que acham que não é necessário sofrer nesta vida, agüentar qualquer injustiça, para atingir o reino dos céus, mas é necessário que o reino dos céus, o reino de justiça, seja instaurado aqui, na terra".

"Não podemos nos chamar de católicos ou cristãos enquanto vivermos no meio de tanta injustiça", ressaltou o chefe de Estado equatoriano, que no já foi missionário e trabalhou com os setores pobres da população. EFE jas/bm/rr

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