Em apoio à Bolívia, líder hondurenho adia encontro com embaixador dos EUA

Tegucigalpa, 12 set (EFE).- Em solidariedade à Bolívia, o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, suspendeu hoje um encontro previsto com o novo embaixador dos Estados Unidos, Hugo Llorens, que deveria apresentar suas cartas credenciais.

EFE |

O presidente da Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel), Raúl Valados, um dos colaboradores mais próximos de Zelaya, declarou à imprensa que o presidente Zelaya "tomou a decisão de se solidarizar com o povo da Bolívia".

"O Governo de Honduras está postergando um pouco a apresentação das cartas credenciais" de Llorens, confirmou à "Radio America" Valados, que até esta terça-feira era secretário privado do governante hondurenho.

O Governo de Honduras convocou uma coletiva de imprensa na Casa Presidencial para dar detalhes sobre esta medida.

Segundo Valados, a decisão de Zelaya está de acordo com a posição defendida pelo país que é membro da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), à qual Honduras aderiu em 25 de agosto passado e que também é integrada por Cuba, Venezuela, Nicarágua, Bolívia e Dominica.

Além de ser um gesto de "solidariedade" com a Bolívia, a suspensão foi decidida também porque Zelaya deve discutir o estado das relações bilaterais com as autoridades dos EUA, país para o qual viajará nos próximos dias para ir à Assembléia Geral das Nações Unidas em Nova York.

Valados lembrou que com o embaixador americano anterior, Charles Ford, "houve bastante tensão" devido às suas declarações sobre assuntos como o narcotráfico em Honduras.

"Zelaya quer saber qual será a posição dos EUA referente a Honduras" no futuro, disse.

Llorens chegou hoje mesmo a Tegucigalpa e a apresentação de suas credenciais tinha sido anunciada tanto pela Casa Presidencial como pela embaixada americana.

A decisão de Zelaya foi anunciada inicialmente por emissoras locais e até por uma mensagem de texto enviada por ele mesmo aos telefones celulares de alguns jornalistas e, finalmente, foi confirmada por Valados.

A Bolívia recebeu também o respaldo da Venezuela e Nicarágua, que apóiam seu choque com os EUA, que são acusados de se intrometer em seus assuntos internos.

Tanto a Bolívia como a Venezuela expulsaram os embaixadores americanos em seus países. EFE lam/bm/rr

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