Em 4 dias, indústria do entretenimento dos EUA perde 3 ícones

Orlando Lizama. Washington, 25 jun (EFE).- A fatídica coincidência da morte do cantor Michael Jackson e da atriz Farrah Fawcett colocou hoje em luto a indústria do entretenimento dos Estados Unidos, que há poucos dias perdeu também uma lenda da TV, Ed McMahon.

EFE |

O ditado de que as más notícias nunca vêm sozinhas parece ter sido cumprido nesta quinta-feira, com a temida morte da protagonista de "As Panteras", e poucas horas depois com o repentino falecimento do "rei do pop", aos 50 anos.

Na última segunda também perdeu a vida McMahon, humorista e apresentador lendário de 86 anos. Era considerado um ícone do mundo do espetáculo americano.

Durante 30 anos, McMahon acompanhou o apresentador Johnny Carson em suas conversas cheias de humor no programa "The Tonight Show", da rede "NBC".

Sua morte foi um duro golpe para o também comediante Jerry Lewis, que contava sempre com McMahon nas maratonas televisivas do Teleton que organizava para auxiliar crianças portadoras de necessidades especiais.

Se o falecimento de McMahon não contou com manchetes na imprensa internacional, isso certamente ocorreu com o de Farrah, a loira de largo sorriso que durante as décadas de 1970 e 80 foi a grande estrela do cinema e da TV e "a história de amor" do também ator Ryan O'Neal.

Farrah morreu hoje em Los Angeles aos 62 anos, vítima de um câncer diagnosticado em 2006.

A atriz passou seus últimos momentos acompanhada por O'Neal, sua amiga Alana Stewart, também atriz e modelo, sua cabeleireira Mela Murphy e seu médico.

"Ela se foi. Ela agora pertence à história. Está com sua mãe e sua irmã e Deus. Eu a amava com todo meu coração. Sentirei muitas saudades", declarou O'Neal.

A morte da atriz era esperada para qualquer momento, depois de semanas de uma luta que resultaria infrutífera contra o câncer.

Horas depois saiu outra notícia que sacudiria o showbiz americano: Michael Jackson falecia em um hospital de Los Angeles após sofrer uma parada cardíaca.

A morte do cantor pôs fim trágico ao ocaso de uma bem-sucedida carreira que tinha tido seu ponto máximo na década de 1980, quando Michael encantou com suas danças e suas músicas os jovens dos EUA e do mundo.

O cantor derrubou barreiras racistas ao se casar com Lisa Marie Presley, filha do também famoso e falecido Elvis Presley, e manter uma grande amizade com a atriz Elizabeth Taylor.

Com mais de 26 milhões de cópias vendidas, seu álbum "Thriller", lançado em 1982, continua sendo o mais vendido da história fonográfica dos EUA.

Com sua luva branca e seus trajes de estilo militar e uma aparência modificada por várias cirurgias plásticas, Michael começou a ver a queda de sua popularidade após ser acusado de abusar de menores em seu parque infantil de Neverland.

Mas, ainda assim, sua imagem seguiria venerada por várias gerações, e seus fãs começaram a se reunir hoje em frente ao hospital onde morreu em Los Angeles e em Times Square, centro nervoso de Nova York, onde a notícia de sua morte foi amplamente divulgada por meio de telões.

"Não. Não é piada. O rei do pop morreu", dizia com lágrimas nos olhos um de seus fãs em uma praça de Washington, capital americana.

Para os supersticiosos, Michael Jackson foi hoje um outro capítulo da velha maldição de que as desgraças nunca vêm sozinhas.

EFE ojl/fr

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