Em 15 áreas de Porto Príncipe, 70% da casas desabaram, diz Cruz Vermelha

Segundo os dados mais recentes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), 70% dos edifícios em muitas áreas da capital do Haiti, Porto Príncipe, ficaram destruídos por causa do terremoto que assolou o país caribenho.

iG São Paulo |

"As possibilidades de encontrar mais sobreviventes continuam diminuindo. A destruição se concentra em cerca de 15 áreas da cidade, com pelo menos 70% das casas destruídas", afirmou o organismo humanitário, em comunicado.

Autoridades haitianas e agentes humanitários alertaram nesta sexta-feira para a necessidade de aumentar a segurança de equipes de ajuda por medo de saques e ataques , à medida que aumenta a tensão e a raiva entre sobreviventes do terremoto no Haiti.

Em encontro com o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, na quinta-feira no Haiti, o presidente haitiano, René Préval, teria manifestado sua preocupação com uma revolta popular devido à frustração dos sobreviventes.

O CICV afirma que milhares de vítimas do tremor tiveram que passar a terceira noite ao relento, e "as pessoas acamparam em torno de 40 pontos espalhados pela cidade, assustados demais para dormir dentro dos edifícios, por temerem desabamentos".

A Cruz Vermelha afirma que a maioria dos hospitais e estruturas médicas que funcionam está no limite, com falta de médicos ou enfermeiros para atender à contínua chegada de feridos. "Outros hospitais estão cheios e não conseguem receber mais pacientes", acrescenta.

Os hospitais, assim como a cidade em si, foram muito afetados pelos cortes no abastecimento de água.

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