Elevação de período escolar pode reduzir demência no futuro, diz estudo

A elevação da idade mínima para deixar a escola pode ajudar a reduzir a taxa de demência entre os estudantes quando eles chegarem à terceira idade, segundo afirma um estudo britânico. Pesquisadores da Universidade Cambridge chegaram à conclusão analisando as capacidades mentais de idosos britânicos, escolarizados antes e depois de 1947, quando a idade mínima na Grã-Bretanha foi elevada de 14 para 15 anos.

BBC Brasil |

Eles concluíram que aqueles obrigados a permanecer por mais anos na escola tinham uma capacidade mental melhor e afirmam que novas elevações da idade mínima podem reduzir ainda mais os níveis de demência entre os idosos.

Após 1947, a idade mínima para deixar a escola na Grã-Bretanha foi elevada novamente em 1972, para 16 anos. Uma nova elevação deve ocorrer em 2015, para obrigar os adolescentes a permanecer na escola ou em treinamento profissional até os 18 anos.

Os pesquisadores compararam um grupo de 9.000 pessoas com mais de 65 anos testadas em 1991 com um segundo grupo, de 5.000 pessoas acima de 65 anos, testadas em 2002.

Os testes básicos recebidos por todos os indivíduos tinham como objetivo detectar os sinais iniciais de demência.

A pesquisa indicou uma pequena, mas potencialmente significativa, diferença entre os grupos, indicando um menor nível de demência entre os nascidos posteriormente.

O estudo foi publicado na revista especializada Aging, Neuropsychology and Cognition.

"A demência ocorre quando as pessoas sofrem uma decadência cognitiva a ponto de interferir com sua habilidade para fazer coisas simples, como cozinhar", diz o coordenador do estudo, David Llewellyn.

Segundo ele, apesar de a demência normalmente afetar idosos, "as mudanças que levam a ela tendem a começar muito antes".

"Estas conclusões são importantes porque afetam nossa projeção sobre o que deve ocorrer no futuro. Pode não prevenir o que é essencialmente uma epidemia de demência, mas pode significar que não seja tão ruim quanto o previsto", afirma Llewellyn.

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