Eleitores escolheriam Palin, e não Biden, diz pesquisa CNN

Sarah Palin, a candidata à vice pelo Partido Republicano, tem menos experiência, mas representa uma opção melhor do que Joe Biden, o candidato do democrata Barack Obama, revela nesta terça-feira uma pesquisa para o canal CNN.

AFP |

Realizada com 1.022 adultos entre 5 e 7 de setembro, a pesquisa aponta que 53% dos eleitores votariam em Palin, e 44%, em Biden, se tivessem de escolher apenas o vice. Quanto ao presidente, Obama ganha com 49%, frente a 48%, para McCain.

Biden obtém 51% das opiniões favoráveis, frente aos 57% de Palin, enquanto 16% dos entrevistados acreditam que Biden será um "excelente" vice-presidente, e 20% acham o mesmo de Palin.

Quanto à experiência, 70% acreditam que Biden está "qualificado", contra 50% para Palin. Já 61% confiam em Biden para enfrentar uma crise, e 53%, em Palin.

Desde que seu nome foi anunciado por John McCain, em 29 de agosto, vários assuntos potencialmente comprometedores para Palin vêm ocupando as primeiras páginas dos jornais. E todo parece haver uma novidade.

Nesta terça de manhã, "The Washington Post" revelou que Palin colocou na conta dos cofres públicos do Alasca o pagamento de 312 noites de hotel, que ela teria passado, na verdade, em sua própria casa, ao longo dos 19 primeiros meses de seu mandato no estado. Gastos de transporte para sua família também teriam sido pagos pelos contribuintes.

Já a revista "Time" acaba de colocar o Alasca no topo da lista dos estados com mais impostos da União e o que mais gasta por habitante. Curiosamente, a governadora Sarah se apresenta como a campeã da luta contra o desperdício de dinheiro público.

Seus rivais democratas a acusam de ter gasto milhões de dólares no projeto "Uma ponte para lugar nenhum", que teria unido meia dúzia de habitantes isolados a um aeroporto. Ela diz ter retirado seu apoio ao projeto, após se dar conta do que isso representaria.

Hoje, em campanha em Lebanon (Ohio), ela se recusou, apesar das críticas, a retirar suas declarações, nas quais se apresentava como a que havia "bloqueado" o projeto.

O professor de Ciências Políticas na Universidade de Ohio John Mueller acredita que as revelações feitas pela imprensa podem ser "nocivas" para Palin, mas destaca que "isso pode ter apenas um impacto marginal".

"Certamente, serão reveladas pequenas coisas desse tipo que não favorecerão sua campanha, mas penso que poderá sobreviver a isso, porque é muito popular no partido e seria muito embaraçoso e difícil para eles substituí-la".

Para o diretor do Centro de Estudos Políticos da Universidade de Virgínia, Larry Sabato, as revelações dos jornais "são, é claro, nocivas".

"Vamos ver quantas histórias vão surgir e quanto tempo vão durar (...) Mas isso já aconteceu no passado, como, por exemplo, com Dan Quayle (vice-presidente de George Bush pai, chapa vencedora em 1988), que era totalmente desconhecido do público quando foi eleito", completou.

"Ela sobreviverá a isso, porque McCain, que apostou muito nela, não pode substituí-la. A pergunta agora é saber como tratará disso na televisão, que pode ser muito mais convincente do que a imprensa escrita", disse Larry Sabato.

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