Eleitores dos EUA vetam medidas contra sindicatos e aborto

Em votações estaduais que animaram democratas, americanos barraram propostas antiaborto e que limitavam funcionalismo público

iG São Paulo |

Eleitores americanos vetaram propostas polêmicas em votações estaduais realizadas na terça-feira, muitas delas apoiadas pelo Partido Republicano. Os vetos a uma medida antiaborto no Mississippi e a outra que restringia a organização sindical do funcionalismo público em Ohio animaram o Partido Democrata, do presidente Barack Obama.

"Os republicanos estão sendo alertados quanto ao perigo de serem radicais demais e irem longe demais”, afirmou John Avlon, da revista Newsweek e do site Daily Beast. “Mas os democratas não devem ler isso equivocadamente como uma vitória geral."

Leia também: Saiba mais sobre a proposta antiaborto que foi votada no Mississippi

AP
População comemora derrota de medida contra sindicalismo do funcionário público em Cleveland, Ohio (08/11)

Em Ohio, 62% dos eleitores rejeitaram uma proposta republicana conta a organização do funcionalismo público por meio de sindicatos. O Estado tem 360 mil servidores públicos sindicalizados e o quinto maior contingente de trabalhadores sindicalizados em todo o país, segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho.

Analistas acreditam que o resultado da votação pode influenciar a eleição presidencial de 2012, já que Ohio é um dos chamados “swing states”, onde não há uma tradição de vitória de só um partido, com os eleitores se dividindo entre democratas e republicanos.

A derrota da medida deve energizar o movimento trabalhista, que tradicionalmente apoia os democratas. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, divulgou um comunicado parabenizando o povo de Ohio por “apoiar os trabalhadores”.

O governador do Estado, republicano John Kasich, foi um dos principais apoiadores da proposta, mas disse que “respeita” a decisão dos eleitores. “Ouvi suas vozes”, afirmou Kasich, após o resultado da votação. “Vou precisar respirar fundo e passar algum tempo refletindo sobre o que aconteceu.”

Mississipi

No Estado do Mississipi, mais de 55% dos eleitores votaram contra a chamada Proposta 26, que buscava declarar um óvulo humano fertilizado como uma pessoa – iniciativa contra o aborto que criminalizaria mulheres que interrompem a gravidez e utilizam determinados métodos de controle de natalidade.

Se a medida fosse aprovada, o Mississippi se tornaria o primeiro Estado norte-americano a definir um óvulo fecundado como uma pessoa. Grupos antiaborto acreditavam que uma vitória da emenda 26 poderia estimular a aprovação da medida em outras regiões do país.

Os eleitores do Estado também elegeram um novo governador, o republicano Phil Bryan. Em Kentucky, o democrata Steve Beshear foi reeleito governador.

Com os dois resultados, os republicanos continuam governando 29 Estados dos EUA, contra 20 dos democratas (Rhode Island tem um governador independente).

Com AP, Reuters e informações do The New York Times

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