Johanesburgo, 22 abr (EFE).- As eleções sul-africanas começaram hoje com normalidade às 7h (2h de Brasília), com poucos incidentes e poucos atrasos na abertura de colégios, aos quais a maioria dos líderes dos partidos nacionais foram no início da votação.

Dos principais partidos, o líder que mais demorou a votar foi Jacob Zuma, candidato do Congresso Nacional Africano (CNA) e favorito a próximo presidente da África do Sul, que foi às 11h45, cercado por seguranças, votar em sua localidade natal de Nkandla, na província de Kwazulu Natal.

Zuma, que não admitiu perguntas dos jornalistas, fez uma declaração na qual se mostrou confiante na vitória do CNA, após uma "boa campanha", e disse que, desde jovem, "sabia que este dia chegaria".

Nelson Mandela, Prêmio Nobel da Paz e o primeiro presidente negro da África do Sul após o fim do "apartheid", em 1994, votou - sorridente e sem fazer comentários - em um colégio da zona de Houghton, em Johanesburgo.

O anterior presidente, Thabo Mbeki, destituído por seu próprio partido, o CNA, em setembro do ano passado, também votou em Johanesburgo, no bairro de Parktown, onde disse que "só Deus sabe quem ganhará estas eleições", nas quais se manteve em silêncio durante a campanha.

O atual presidente do país e vice-presidente do governante CNA, Kgalema Motlanthe, que substituiu Mbeki quando foi destituído, votou em Pretória e incentivou os cidadãos a realizar o mesmo para "fazer parte da história e do Governo do país".

A líder da Aliança Democrática (DA), o principal partido da oposição, Hellen Zille, votou na Cidade do Cabo, onde é prefeita, e afirmou que seu partido "confia em ser a primeira força da província" de Cabo Ocidental, que ela pretende governar.

A presidente da Comissão Eleitoral Independente (CEI), Brigalia Bam, informou, em Pretória, que menos de 100 dos 20 mil centros eleitorais do país tinham tido atrasos de mais de uma hora para abrir, por motivos técnicos e, sobretudo, por problemas em relação ao clima em algumas áreas.

Segundo as autoridades eleitorais, espera-se uma participação de cerca de 80% dos 23 milhões de eleitores convocados para estas eleições gerais desde o fim do regime segregacionista do "apartheid" na África do Sul, em 1994. EFE cho/an

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