Eleições regionais na Venezuela têm quase mil candidatos

Caracas, 14 ago (EFE) - A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Tibisay Lucena, informou hoje que foram recebidas mais de 950 postulações para os 23 cargos de governador que serão renovados nas eleições regionais de novembro no país.

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Além dos Governos regionais, o pleito definirá os titulares das mais de 300 Prefeituras do país e suas respectivas instâncias legislativas, com as quais - ao ser concluído hoje o período de inscrições de candidatos - estes somam 4 mil para um total de 602 cargos em disputa, disse Lucena à emissora privada "Globovisión".

"A altíssima participação com muitos candidatos" ocorre apesar de, tanto nas fileiras governistas afins ao Governo do presidente Hugo Chávez quanto nas variadas da oposição, terem sido feito esforços inéditos em prol de "candidatos de unidade" para não dispersar forças com aspirantes da mesma tendência.

A alta quantidade de candidatos evidencia um aumento das opções separadas da aliança governista e da criada pela oposição, embora vários políticos também tenham se inscrito sem autorização de seus partidos ou alianças.

No entanto, para os 23 Governos regionais, incluindo a Prefeitura de Caracas, a oposição a Chávez fechou acordos para ser representada por um só candidato em 19 jurisdições, enquanto os partidários do presidente conseguiram 11.

A presidente do CNE também disse que muitos avanços foram obtidos na "integridade e segurança do sistema eleitoral" e que as normas para aceitar as postulações foram mantidas iguais às que vigoraram em pleitos anteriores.

Ela acrescentou que "o CNE está à espera de uma decisão definitiva da Sala Eleitoral" do Supremo de Justiça sobre recursos que lhe foram apresentados para autorizar ou proibir as candidaturas de autoridades que buscam sua reeleição em cargos diferentes dos que abandonarão.

Após a derrota eleitoral de Chávez em dezembro passado, a primeira desde que ganhou a Presidência nas eleições de finais de 1998, o governante insiste em que o pleito de novembro é "determinante e crucial" para o futuro e a estabilidade de seu Governo. EFE ar/ab/db

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