Eleições presidenciais na Mauritânia começam

Nuakchott, 18 jul (EFE).- Os colégios eleitorais na Mauritânia abriram hoje as portas às 7h (4h de Brasília) para os mais de 1,2 milhão de votantes que devem escolher o novo presidente do país e pôr fim à crise originada pelo golpe de Estado de agosto de 2008.

EFE |

Em alguns colégios já havia filas de eleitores esperando para votar antes mesmo da abertura das urnas, como a Agência Efe pôde constatar.

Por enquanto, a votação acontece com tranquilidade, depois que na noite da última sexta-feira policiais mauritanos e um grupo de homens armados, supostamente membros da organização terrorista Al Qaeda no Magrebe Islâmico, trocaram tiros em frente a uma delegacia em pleno centro da capital do país, Nuakchott.

O episódio aconteceu perto do lugar onde, há apenas um mês, um voluntário americano foi morto a tiros por desconhecidos, em um atentando que foi posteriormente reivindicado pela Al Qaeda.

No total, 1.264.670 mauritanos estão convocados a votar em 2.577 colégios eleitorais no país e em 19 embaixadas no exterior.

Desta forma, a Mauritânia retoma o caminho da democracia, interrompido em 6 de agosto do ano passado pelo golpe de Estado liderado pelo general Mohammed Ould Abdelaziz que derrubou o Governo de Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi, eleito nas urnas um ano antes.

O próprio Abdelaziz desponta hoje como o principal favorito à vitória, na frente do líder opositor Ahmed Ould Dadah e do antigo coronel golpista Ely Ould Mohammed Vall.

Se nenhum deles obtiver mais da metade dos votos, haverá segundo turno no dia 1º de agosto.

O Ministério do Interior do Governo provisório do país denunciou na sexta em declarações à rede de televisão "Al Jazira" que alguns altos funcionários e oficiais superiores não observaram a neutralidade devida durante a campanha eleitoral. EFE mo/db

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