Eleições presidenciais começam na Indonésia

Jacarta, 8 jul (EFE).- Os colégios eleitorais da região de Papua e das Ilhas Molucas, no extremo leste da Indonésia, abriram hoje suas portas para que os eleitores locais escolham o presidente que governará a maior democracia muçulmana nos próximos cinco anos.

EFE |

Os colégios das regiões de Célebes e Nusa Tenggara abrirão dentro de uma hora. O resto do país poderá votar dentro de duas horas, já que o extenso arquipélago indonésio, formado por 17 mil ilhas, abrange três fusos horários.

Mais de 170 milhões de cidadãos indonésios foram convocados às urnas para escolher o próximo chefe de Estado entre Megawati Sukarnoputri, Jusuf Kalla e o atual presidente, Susilo Bambang Yudhoyono.

Yudhoyono, um general reformado com fama de honesto, parte como favorito nas pesquisas com 51% dos votos, resultado que evitaria a realização de um segundo turno.

Atrás dele, a ex-presidente Megawati com sua agenda nacionalista, com 22%, e depois Kalla, atual vice-presidente da Indonésia, de perfil conservador e apoiado pela elite, com 18%.

Megawati e Kala denunciaram irregularidades generalizadas no censo, o que segundo eles representa um grande risco de fraude.

O Tribunal Constitucional autorizou os eleitores não registrados - 49 milhões, segundo a oposição - a votar apresentando um documento de identidade.

Os colégios eleitorais em Java, Bornéu e Sumatra, as áreas mais povoadas e no oeste da Indonésia, fecharão às 12h (3h de Brasília), duas horas depois do fim da jornada eleitoral em Papua e nas ilhas Molucas.

O resultado oficial será anunciado entre os dias 27 e 29 de julho, mas os primeiros cálculos baseados em pesquisas de boca-de-urna começarão a ser divulgados hoje. EFE jpm/bba

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