Eleições parlamentares na Moldávia começam tranquilas

Moscou, 29 jul (EFE).- As eleições para o Parlamento da Moldávia começaram hoje em um clima de tranquilidade, informou a Comissão Eleitoral Central (CEC) desta ex-república soviética encravada entre a Ucrânia e a Romênia.

EFE |

"Todos os colégios eleitorais abriram suas portas, como estava previsto, às 7h (1h de Brasília). Não houve registro de nenhum tipo de incidente", declarou um porta-voz da CEC, citado pela agência oficial russa "RIA Novosti".

Oito partidos disputam as 101 cadeiras do Parlamento da Moldávia, que, segundo a Constituição, elege o chefe do Estado.

O pleito de hoje tem caráter extraordinário devido à dissolução do anterior Legislativo, eleito em 5 de abril, por não ter sido capaz de designar o chefe do Estado, que deve ser escolhido por uma maioria de três quintos do total de parlamentares.

O governante Partido dos Comunistas ficou a um voto de obter os 61 necessários para escolher o presidente em duas votações boicotadas pelas três legendas opositoras.

A oposição denunciou que as eleições de 5 de abril foram fraudulentas e convocou protestos, os quais dois dias depois desembocaram em violentos distúrbios e no saque das sedes de Parlamento e da Presidência.

Os comunistas despontam como favoritos para ganhar as eleições.

Entretanto, algumas pesquisas dizem que a situação do pleito passado pode se repetir.

Os 1.954 colégios eleitorais ficarão abertos até as 21h locais (15h de Brasília). A apuração começa logo após o fechamento das urnas.

Segundo a CEC, o censo eleitoral inclui 2.620.418 cidadãos, 55 mil a mais do que no pleito de abril.

Apesar de sua curta duração, a legislatura anterior introduziu modificações na lei eleitoral da Moldávia.

Para que as eleições sejam declaradas válidas, a participação eleitoral deve ser superior a um terço do total, e não de mais de 50% dos eleitores, como no pleito de abril.

Além disso, os partidos devem obter mais de 5% dos votos - e não 6%, como nas eleições passadas - para terem direito à repartição proporcional das cadeiras do Parlamento. EFE bsi/bba

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