Jacarta, 9 abr (EFE).- Os colégios eleitorais de Jacarta e outros lugares da Indonésia abriram hoje as portas para que os eleitores escolham os membros do Parlamento e do Senado da maior democracia muçulmana.

Antes do começo das eleições, pelo menos seis pessoas morreram na província de Papua, no leste do país, em diversos atos violentos.

Um grupo formado por mais de 80 supostos independentistas, que tentaram atacar uma delegacia com facas, flechas e lanças, foi recebido a tiros pela Polícia. No confronto, quatro pessoas morreram, informou o chefe da Polícia local, Bagus Ekodanto.

Além disso, os agentes informaram sobre duas outras mortes em atos de violência instigados por independentistas, que incluiu o apunhalamento de vários taxistas, e a queima de um depósito de combustível e um imóvel em uma universidade pública.

Mais de 170 milhões de indonésios estão convocados ao pleito para eleger os representantes dentre 12.324 candidatos de 44 partidos, 38 de âmbito nacional, e seis da província de Aceh.

As últimas pesquisas situam o centrista Partido Democrata (PD), do presidente Susilo Bambang Yudhoyono, como a legenda que receberá o maior número de votos, ligeiramente acima dos 25% do total.

A formação é seguida pelo Partido da Luta Democrática da Indonésia (PDIP), da ex-presidente Megawati Sukarnoputri, e o Secretariado Conjunto de Grupos Funcionais (Golkar), do atual vice-presidente, Jusuf Kalla.

Depois estão partidos nanicos, que serão essenciais para assegurar a governabilidade, entre eles vários islâmicos e um populista, liderado por um ex-general acusado de violar os direitos humanos.

As pesquisas, no entanto, indicam que as legendas confessionais do maior país muçulmano conquistarão os piores resultados eleitorais da história.

Além disso, vários observadores advertiram sobre alguns fatores de risco que podem criar obstáculos ao processo eleitoral, considerado um dos mais complexos do mundo pelos analistas.

Entre estes fatores estão atos de violência nas conflituosas províncias de Aceh e Papua, as recentes mudanças introduzidas na lei eleitoral, a apatia do eleitorado, e as dificuldades logísticas.

Os resultados finais devem ser divulgados em um mês, mas as pesquisas de boca-de-urna começarão a ser liberadas às 6h (de Brasília). EFE jpm/db

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