Eleições parlamentares devem enfraquecer líder argentina

Por Fiona Ortiz BUENOS AIRES (Reuters) - Os argentinos votam em eleições parlamentares neste sábado e a expectativa é que dispensem aliados da presidente Cristina Fernandez Kirchner, em um sinal de rejeição da sua política econômica intervencionista e de seu estilo combativo.

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Cristina, de centro-esquerda e que em 2007 sucedeu o marido, o ex-presidente Nestor Kirchner, está estagnada com uma taxa de aprovação popular de 30% enquanto a terceira maior economia da América Latina enfrenta turbulências após seis anos de expansão.

Pesquisas indicam que a ala de Cristina no partido peronista irá perder a sua maioria, com 257 cadeiras na Câmara dos Deputados, e dificilmente manterá o controle das 72 cadeiras no Senado.

O ponto chave na eleição é a província de Buenos Aires, casa de 38% dos argentinos, onde facções peronistas estão lutando pela maior fatia dos 35 assentos na Câmara que a província sozinha detém.

Nestor Kirchner --amplamente visto como um co-governante do país-- está disputando uma vaga no Congresso na província mais populosa para dar apoio a administração de Cristina e provavelmente posicionar-se para um corrida presidencial que, se ganha, estenderia o poder do casal até o ano de 2015.

As principais preocupações para os argentinos são o crime e a inflação, de acordo com pesquisas de opinião, e o fracasso de Cristina Kirchner em controlar a alta de preços é uma das razões para a queda da sua popularidade.

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