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Eleições no Zimbábue devem ir para segundo turno

As eleições presidenciais no Zimbábue deverão ser decididas no segundo turno, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira pelo jornal estatal zimbabuano Herald. O jornal, que normalmente se posiciona a favor do governo, indicou que nem o presidente Robert Mugabe, que tenta a reeleição pela sexta vez, nem seu maior adversário, Morgan Tsvangirai, obtiveram 50% dos votos necessários para vencer a votação.

BBC Brasil |

Segundo o correspondente da BBC na África do Sul Peter Biles, ainda há relatos não confirmados de que governo e oposição estariam negociando um acordo para convencer o presidente a desistir da disputa.

Ainda para o correspondente, acredita-se que Mugabe não gostaria de "enfrentar a humilhação" de ter de decidir a eleição no segundo turno que, se for confirmado, será realizado dentro de três semanas.

Analistas dizem ser improvável que Mugabe vença na segunda rodada da votação já que os eleitores do candidato independente Simba Makon não devem apoiar o presidente.

Barreiras
Em sua primeira aparição pública desde a votação, o candidato oposicionista Morgan Tsvangirai voltou a insistir que ganhou as eleições e disse que seu partido, Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês), irá divulgar os números a que teve acesso caso a Comissão Eleitoral do Zimbábue (ZEC, na sigla em inglês) continue segurando os resultados.

Os dados em poder do MDC seriam baseados em relatórios contendo números de votos que, segundo a lei do país, devem ser enviados por cada sessão eleitoral após o fim da votação.

A ZEC sinalizou que os resultados do pleito presidencial devem ser revelados ainda nesta quarta-feira e divulgou que a votação parlamentar aponta uma vitória apertada do partido do governo, Zanu-DF.

De acordo com os números preliminares, o partido teria conseguido 93 cadeiras no Parlamento contra 91 do MDC.

O clima nas ruas do Zimbábue ainda é de calma, mas há temores de que a longa espera pela divulgação dos resultados culmine em episódios de violência a exemplo do que ocorreu no Quênia, em dezembro.

Barreiras já foram instaladas em torno da capital Harare e há uma presença crescente de policiais paramilitares nas ruas das principais cidades do país.

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