Eleições no Irã começam oficialmente com registro de candidatos

Teerã, 5 mai (EFE).- As eleições que definirão o próximo presidente iraniano começaram hoje de forma oficial com o início do registro dos candidatos para o pleito, que acontece no dia 12 de junho.

EFE |

Segundo a televisão publica iraniana, os aspirantes podem se registrar na plataforma eleitoral do Ministério do Interior pelos próximos cinco dias.

O registro será encerrado no próximo sábado, e em seguida as entidades competentes deverão admitir ou rejeitar as candidaturas.

Segundo a lei eleitoral local, os aspirantes devem entre outras condições ser um homem político ou religioso, ser iraniano de nascimento e professar o islã.

A condição de "ser um homem político ou religioso" abriu nos últimos dias um debate sobre a interpretação do termo "homem", que para alguns significa ser do sexo masculino, e para outros o conjunto de seres humanos, ou seja, mulheres e homens.

No entanto, a última palavra a este respeito será do Conselho dos Guardiães da Revolução, que definirá a aptidão dos candidatos e que nas eleições anteriores rejeitou a candidatura de mulheres à Presidência.

O Ministério do Interior iraniano tinha anunciado há duas semanas que as mulheres também poderiam concorrer nas eleições presidenciais, mas acrescentou que sua aceitação dependerá do Conselho de Guardiães.

Já a última condição entre os requisitos - a de "ter fé nos fundamentos e na religião oficial da República Islâmica do Irã" - impede os seguidores de outras religiões e até mesmo os muçulmanos que não são xiitas de se apresentar como candidatos.

Entre os iranianos que já confirmaram sua intenção de se candidatar estão o ex-presidente do Parlamento Mahdi Karrubi e o ex-primeiro-ministro Mir Hossein Moussavi, da corrente reformista.

O único candidato entre os tradicionalistas é o ex-comandante dos guardiães revolucionários Mohsen Rezaei.

No entanto, o candidato com maiores possibilidades de vencer, o atual presidente, o conservador Mahmoud Ahmadinejad, ainda não determinou se vai tentar a reeleição. EFE msh/mh

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