Eleições no Afeganistão: Karzai aumenta vantagem sobre Abdullah

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, aumentou sua vantagem sobre o seu principal rival nas eleições presidenciais do país, de acordo com resultados parciais das eleições presidenciais realizadas há nove dias. A comissão eleitoral anunciou neste sábado que foram apurados os votos de um terço das secções eleitorais e pouco mais de 46% dos votos foram para Karzai. Abdullah Abdullah está com 31,4%.

BBC Brasil |

Abdullah voltou a fazer alegações de irregularidades, dizendo que houve fraude "maciça, praticada pelo governo". Em entrevista à BBC, o candidato afirmou que muitas urnas foram preenchidas com centenas de milhares de cédulas.

Ele insiste que se o pleito tivesse sido realizado de maneira justa, ele estaria na liderança em número de votos.

"Hoje nós estamos nos reunindo com representantes de cinco províncias. De acordo com relatos de testemunhas, a fraude é simplesmente terrível. É simplesmente alarmante."

As declarações foram feitas poucos dias depois da notícia de que o enviado especial dos Estados Unidos ao Afeganistão, Richard Holbrooke, levou a uma reunião com Karzai preocupações sobre a possível ocorrência de fraudes e compra de votos.

Representantes de ambos negaram rumores de que o encontro tenha sido "explosivo" e que tenha ocorrido um "dramático rompimento".

'Poucas queixas'

A Comissão Eleitoral disse que houve poucas queixas de irregularidades na votação, e prevê que o resultado final do pleito não deverá sair antes de 3 de setembro.

Ainda não se sabe se haverá um segundo turno nas eleições, que é automático caso nenhum dos candidatos obtenha mais de 50% dos votos.

Atrás de Karzai e Abdullah no quadro de votos estão o parlamentar Ramazan Bashardost e o ex-economista do Banco Mundial, Ashraf Ghani.

Em outros desdobramentos, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, fez uma visita surpresa ao Afeganistão, onde tropas britânicas combatem o Talebã na província de Helmand, no sul do país.

Brown elogiou o papel dos soldados em impedir que o Talebã impedisse a realização de eleições e prometeu apressar o treinamento das forças de segurança afegãs.

"Eu acho que nós poderemos ter outros 50 mil soldados afegãos treinados no próximo ano", afirmou. "(Isso) fará com que os afegãos assumam maior responsabilidade por seus próprios assuntos."


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