Eleições municipais ilustram complexidade da política brasileira

Rio de Janeiro, 4 out (EFE) - Neste domingo, 130.604.

EFE |

430 eleitores votarão nas eleições municipais em todo o Brasil, em um pleito que ilustra a diversidade política e social da democracia no país.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tudo já está pronto para a votação, que começará às 8h e irá até as 17h.

A apuração será acompanhada em tempo real pelos eleitores, e os resultados definitivos começarão a ser divulgados imediatamente após o fim da votação.

Segundo o TSE, 350.028 candidatos disputam as Prefeituras e as vagas de vereador, e maior parte deles é do PMDB, PT, PSDB e do DEM.

No entanto, também há um contingente de candidatos de outros partidos de menor peso ou de presença regional.

Na disputa, há 15.510 candidatos a prefeito, 15.850 a vice-prefeito e 350.028 a vereador, segundo o TSE.

Hoje, representantes do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e dos partidos participaram na sede do TSE, em Brasília, da certificação do funcionamento do sistema eletrônico de votação e contagem dos votos que serão enviados dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e dos 5.564 municípios.

As autoridades esperam que a eleição ocorra sem incidentes neste domingo, apesar de, em algumas cidades, a segurança pública ter sido reforçada com tropas das Forças Armadas e agentes da Polícia Federal por solicitação do TSE e dos TREs.

O TSE anunciou hoje o envio de tropas para outras 13 cidades, aumentando para 459 o número de cidades com presença militar visível em favelas e centros de votação no dia das eleições.

No Rio de Janeiro, foram destacados 11.500 soldados em 27 comunidades em todas as regiões da cidade.

A presença das Forças Armadas no Rio já era constante desde antes das eleições para combater a atividade de policiais corruptos e traficantes de drogas, que ameaçam de morte os eleitores que não votarem nos candidatos apoiados pelo tráfico ou impostos pelos bandidos.

No Pará, pelo menos 600 soldados estão presentes em 107 municípios onde a disputa é mais acirrada, e no Piauí, foi decretado toque de recolher a partir desta noite em cinco cidades onde os eleitores estavam vendendo seus votos.

A mobilização militar pelo país tem custo equivalente a mais de R$ 40 milhões, segundo o TSE.

O presidente do TSE, ministro Ayres Britto, disse que mais soldados podem ser enviados a qualquer momento "para assegurar a normalidade do processo" eleitoral em municípios onde houver risco para a segurança dos eleitores, dos candidatos ou da cobertura da imprensa.

Segundo dados oficiais, quase 800 candidatos a prefeito enfrentam o pleito sem garantia de que chegarão a ocupar seus postos caso sejam eleitos, já que têm processos judiciais por acusações que vão desde corrupção até nepotismo e assassinato.

As últimas pesquisas divulgadas pela imprensa indicam que os prefeitos serão eleitos no primeiro turno pelo menos na metade das 26 capitais brasileiras.

Nas outras, inclusive em Rio e São Paulo, o novo prefeito deve ser eleito no segundo turno, que será realizado em 26 de outubro.

EFE ol/wr/db

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