Eleições legislativas transcorrem sem incidentes na Áustria

Viena, 28 set (EFE).- O dia de eleições legislativas antecipadas na Áustria transcorre hoje sem incidentes, com uma participação menor em relação ao pleito de dois anos atrás.

EFE |

Os analistas da televisão pública "ÖRF" previram hoje que a participação dos eleitores não chegará a 80%, fato em parte atribuído ao ceticismo político da população e ao inesperado bom tempo, com sol e 18 graus de temperatura, que convida as pessoas a saír de suas casas após vários dias cinzentos e chuvosos.

No total, 6,3 milhões de austríacos estão aptos a comparecer às urnas para eleger um novo Governo e Parlamento, depois do rompimento da coalizão entre o Partido Social-Democrata da Áustria (SPÖ) e o Partido Popular Austríaco (ÖVP), cuja gestão durou pouco mais de 18 meses após sua formação.

Devido à insatisfação popular, se prevê um fortalecimento da oposição direitista e nacionalista, assim como o aumento das abstenções.

Werner Faymann, atual ministro de Infra-estrutura austríaco e candidato do SPÖ à sucessão de seu correligionário Alfred Gusenbauer como chanceler (chefe de Governo), votou cedo.

Faymann, cujo partido cairia ao nível mais baixo de sua história segundo as pesquisas dos últimos dias, mas manteria o principal posto com 29% dos votos, foi às 7h50 hora local (3h50 em Brasília) a sua seção eleitoral no bairro de Liesing, em Viena.

"Espero com humildade e paciência", disse Faymann à imprensa após depositar ao lado de sua mulher, Martina, seu voto na urna e se recusar a fazer uma previsão sobre o resultado das eleições.

Duas horas depois, votava na localidade de Sierning, na Alta Áustria, seu principal adversário, o candidato do ÖVP, atual vice-chanceler e ministro das Finanças austríaco, Wilhelm Molterer, que previu um resultado apertado, mas se mostrou "otimista".

Segundo as pesquisas, o SPÖ e o ÖVP seriam punidos pelo fracasso da coalizão, o que beneficiaria dois partidos opositores da direita radical.

São estes o Partido Liberal da Áustria (FPÖ), do ultranacionalista Heinz-Christian Strache, que poderia ter apoio de até 20% dos eleitores, e a Aliança pelo Futuro da Áustria (BZÖ), de seu antigo mentor e hoje adversário, o populista Jörg Haider, atual chefe de Governo da província de Caríntia, com 8%.

Os dois duplicariam assim a participação atingida em 2006, enquanto o Bloco Verde (DG), formado por ecologistas e também opositores, manteriam os 11% atuais.

Além destes cinco partidos atualmente representados no Parlamento, outros cinco se apresentam neste pleito, mas contam com poucas chances de superar o percentual mínimo, de 4% dos votos.

Com as eleições, entra em vigor a reforma eleitoral aprovada em 2007 que diminuiu a idade mínima de voto para 16 anos na Áustria e prolonga o mandato da legislatura de quatro para cinco anos.

Além disso, foi introduzido o voto pelo correio, direito utilizado por mais 1,5 milhão de eleitores.

O fechamento das seções eleitorais está previsto para as 17h (12h em Brasília), quando serão divulgadas imediatamente as primeiras projeções das pesquisas de boca-de-urna.

O resultado oficial deverá ser comunicado pela ministra do Interior austríaca, Maria Fekter, por volta das 20h hora local (15h em Brasília), mas se o cômputo for muito apertado, será necessário esperar o escrutínio completo dos votos pelo correio, que sairá em 6 de outubro. EFE wr/wr/rr

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